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MADRID 1 set. (EUROPA PRESS) -
O tenista espanhol Carlos Alcaraz comentou nesta segunda-feira, após sua vitória na primeira rodada do US Open, que a mentalidade com que chegou ao torneio é a de “aproveitar” e “competir”, já que não sabe como seu corpo “vai reagir” depois de ficar fora do circuito por mais de quatro meses devido a uma lesão no pulso.
“Foi um dia difícil para mim, mas ao mesmo tempo maravilhoso. Comecei o dia muito nervoso, pensando que iria competir novamente. Estava mais nervoso do que o normal. Meu objetivo aqui é competir e aproveitar. Não sei como meu corpo vai reagir depois das partidas, depois da competição. Não sei até onde vou chegar no torneio. Vim para o torneio para aproveitar, para sentir a energia do público, a competição”, confessou o tenista espanhol na coletiva de imprensa após sua estreia no Aberto dos Estados Unidos.
Alcaraz confessou que havia esquecido “como era o dia de partida”. “Não me lembro do que fazia antes. Esqueci como era o dia de partida. Por isso estava muito nervoso, porque me esqueci da competição. Um Grand Slam exige muito fisicamente. E, no final, com o nervosismo extra da primeira partida depois de tanto tempo, você tem que lidar com as dúvidas”, destacou.
“A partida nunca é fácil. O fato de pensar se vou aguentar bem fisicamente, 3 sets, 4 sets ou 5 sets, são dúvidas que vão passando depois de ter perdido dois Grand Slams. O corpo se acostuma a não jogar 5 sets e, quando você volta a esse ritmo de competição, fica pensando se vai conseguir aguentar ou não. Mas estou feliz por ter conseguido manter um bom nível físico e mental durante os três sets”, explicou o tenista de Murcia.
A melhor notícia é que o atual campeão do US Open destacou que foi um dia de “diversão”. “Estávamos bem cientes, tanto minha equipe quanto eu, de que hoje era dia de aproveitar, de entrar na quadra e tentar fazer o que venho fazendo. Obviamente, queríamos dar o nosso melhor para conseguir vencer, mas, acima de tudo, para estarmos mentalmente fortes e serenos para aguentar tudo o que vier”, destacou.
“Haverá momentos ruins e bons, mas sempre sem esquecer que voltamos a uma quadra de tênis, que voltamos a competir, e isso, ter isso sempre bem presente para que a alegria não se apague nos momentos ruins. O medo desaparece com a confiança que tenho na minha equipe; isso me deixa mais tranquilo e não penso em nada além do que tenho que fazer na quadra”, analisou.
Sobre a lesão no pulso, ele afirmou que se sente “muito bem”. “Me senti jogando normalmente, no meu estilo. Obviamente, ainda preciso cuidar do braço, mas estou muito feliz por finalmente estar livre disso”, disse ele antes de descrever o que aconteceu no Conde de Godó quando sofreu a lesão: “Senti algo no braço. Sabia qual era o ponto, mas nada além disso. Foi mais sério do que pensávamos no início. E é só isso. A primeira vez que senti foi em Barcelona”.
Quanto à margem de melhoria, Alcaraz enfatizou a importância de “pegar o ritmo da competição”. “É preciso saber lidar com o nervosismo, com a pressão, saber como jogar, manter o ritmo adequado entre um ponto e outro... isso vai me ajudar a elevar o nível do meu tênis. No fim das contas, acho que, depois de tanto tempo sem competir, considerando como joguei hoje, a verdade é que foi uma partida muito boa”, destacou.
Por fim, ele falou sobre a eliminação precoce de Novak Djokovic. “É uma grande surpresa, mas cada Grand Slam é muito difícil de prever. Cada rodada, cada jogador é muito difícil. Tento ir de rodada em rodada”, concluiu.
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