Publicado 28/08/2026 15:57

Carlos Alcaraz: “Tenho que deixar o medo de lado e jogar normalmente, dando 100%”

Carlos Alcaraz, US Open
Europa Press/Contacto/Marcin Cholewinski

MADRID 28 ago. (EUROPA PRESS) -

O tenista espanhol Carlos Alcaraz confessou que, nesses quatro meses e meio sem jogar, passou por momentos difíceis, mas mostrou-se confiante de que a decisão de retornar no US Open foi acertada, sem medo e disposto a “jogar normalmente”, “a 100%”, após as boas sensações nos últimos treinos e partidas em Nova York.

“Tenho sensações semelhantes. Preciso de competição, de treinos com esses jogadores. Estou me testando, mas me sinto bem. Aquela lesão me ajuda a perceber que tudo está na minha cabeça; preciso confiar na minha equipe, que me diz que tudo vai dar certo”, afirmou em entrevista coletiva.

O tenista de Múrcia foi questionado sobre outras lesões, como a que sofreu no antebraço, que o obrigaram a jogar com medo ou preocupação. “Tenho que dar 100%, e com os treinos que fiz até agora, tudo tem corrido bem. Tenho que afastar o medo e jogar normalmente”, destacou, antes de falar sobre sua ausência mais prolongada, desde o torneio de Barcelona, em meados de abril.

“Foram quatro meses e meio em que passei por de tudo. Os primeiros foram difíceis, eu não conseguia fazer nada com o meu braço direito, mas, ao mesmo tempo, aproveitei meu tempo com minha família e meus amigos. Fiquei em casa. Quando comecei a treinar um pouco, sem saber quando voltaria, esses pensamentos são difíceis de lidar, porque eu não sabia o que poderia jogar. Foi difícil de lidar com isso. No fim das contas, aqui estou. Meu objetivo era voltar o mais rápido possível, tentar não perder mais torneios. Esses pensamentos foram a parte mais complicada”, afirmou.

Alcaraz, que disputou nestes dias a dupla mista ao lado de Serena Williams, destacou que nada mudou em seu jogo por causa da lesão no pulso. “Não mudei nada na técnica, no jogo; quero me sentir eu mesmo. Se tivesse que mudar alguma coisa para estar aqui, não teria vindo. É importante manter minha identidade e espero ter uma carreira longa”, explicou.

“Sei que voltar aqui ao US Open, em partidas de melhor de cinco sets, depois de tanto tempo sem competir, é um grande desafio. Provavelmente, em termos de recuperação, não é o ideal, mas, junto com a equipe, achamos que eu estava pronto. Não foi uma decisão fácil, mas fiz o que era preciso para estar preparado; fiz tudo o que tinha que ser feito na perfeição, dentro e fora da quadra, durante muitos dias longos. Vimos que estava tudo bem, que era a hora de voltar, e não há torneio melhor do que o US Open para fazer isso e sentir o carinho que as pessoas daqui sempre me demonstram”, concluiu.

Além disso, o campeão de sete ‘Grand Slams’, entre eles dois US Opens (2022 e 2025), reconheceu como um infortúnio raro o fato de não ter se enfrentado com Jannik Sinner, ausente em Nova York por lesão, durante tanto tempo. “É uma pena para todos que Sinner perca um ‘grande’ torneio; é raro não nos encontrarmos em seis meses. Desejo a ele uma rápida recuperação e que volte em sua melhor forma. Há muitas lesões, e isso mostra o quão apertado é o calendário, mas em breve veremos Sinner na quadra melhor do que nunca”, disse ele.

Por outro lado, Alcaraz descreveu como “uma experiência para toda a vida” ver a Espanha conquistar a Copa do Mundo de futebol no MetLife, em Nova Jersey, e, além disso, participar da cerimônia no gramado segurando o troféu, a convite da Louis Vuitton. “Foi uma experiência para toda a vida. A Espanha conquistando a Copa do Mundo. Pensei muito nisso e ainda penso. Tento aproveitar e curtir todas as oportunidades que a vida me oferece”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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