Publicado 02/02/2026 20:03

Carlos Alcaraz: "Não me vejo jogando aos 35 anos"

2 de fevereiro de 2026, Melbourne, Victoria, Austrália: CARLOS ALCARAZ, da Espanha, durante a sessão de fotos com o troféu após vencer a final do Aberto da Austrália, em Melbourne, Austrália. Imagem: 1071381223, Licença: Direitos gerenciados, Restrições:
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MADRID 3 fev. (EUROPA PRESS) -

O tenista espanhol Carlos Alcaraz reconheceu que não se vê “jogando aos 35 anos”, já que o tênis é “muito exigente mental e fisicamente”, além de afirmar que o fato de nunca ter conseguido chegar além das quartas de final no Aberto da Austrália até este ano lhe deu “mais vontade, mais motivação e mais fome” para vencê-lo.

“O tênis é muito exigente mental e fisicamente. A velocidade da bola aumentou, a exigência na quadra, o calendário...”, disse ele em entrevista ao programa El Partidazo da COPE com Juanma Castaño, onde revelou o conselho que recebeu do suíço Roger Federer. “Nós tentamos cuidar do corpo o máximo possível, mas, como disse um sábio — Federer —, você não pode pensar daqui a 15 anos, pense daqui a cinco anos”, afirmou. Nesse sentido, ele confessou que não acredita que poderá desenvolver sua carreira profissional por muitos anos. “É verdade que aos 35 anos não me vejo jogando. Embora talvez chegue o momento e eu continue com mais entusiasmo do que nunca e me motive a continuar jogando até que o corpo me permita”, disse. Sobre sua conquista na Austrália, ele reconheceu que está “feliz” por “colocar” seu nome nos quatro “grandes”. “Foi um Grand Slam estranho para mim. Sempre vinha de boas pré-temporadas, me sentindo muito bem fisicamente, muito bem no tênis... E nunca tinha conseguido passar das quartas de final. Isso me deu mais vontade, mais motivação e mais fome”, explicou. Além disso, ele garantiu que neste torneio aprendeu “a valorizar as coisas”. “É preciso parar um momento e pensar em tudo o que estamos vivendo, aproveitar e valorizar. Conquistar os quatro Grand Slams, ser o mais jovem...”, disse ele. “Odeio perder mais do que gosto de ganhar”, acrescentou. “Acho que valeu a pena o esforço pelo meu sonho? E a resposta é sim. Todo o esforço que fiz valeu a pena”, afirmou, antes de reconhecer a emoção que sentiu ao ver Rafa Nadal na final em Melbourne. “Ter o Rafa assistindo, me parabenizando e se alegrando com minhas vitórias, mostra o quanto ele é uma boa pessoa”, disse.

Por fim, Alcaraz quis destacar seu segundo sobrenome, Garfia. “Eu adoraria ter o sobrenome da minha mãe, mas Garfia é complicado de pronunciar para os estrangeiros. Obviamente, minha mãe sempre terá o reconhecimento que merece”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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