Li Rui / Xinhua News / Europa Press / ContactoPhot
MADRI 7 set. (EUROPA PRESS) -
O tenista espanhol Carlos Alcaraz disse estar “muito feliz por ver em que nível” se encontra após se classificar, neste domingo, para as quartas de final do US Open, o quarto e último ‘Grand Slam’ da temporada, embora mantenha “as mesmas expectativas” e “a mesma mentalidade de que é um presente” cada vez que pode entrar na quadra.
“Estou muito feliz por ver em que nível estou agora, vencer o Tommy Paul é sempre um ótimo feedback para saber onde você está. Estou muito contente com tudo o que fiz hoje; acho que joguei bem na defesa e o que eu precisava fazer era aplicar as jogadas certas em cada momento”, destacou Alcaraz em entrevista coletiva após a partida.
O tenista de Múrcia não tem dúvidas de que a nota neste retorno, após quase cinco meses, “está sendo alta ou nota boa”. “Acho que estou me dando um ‘notável’ por enquanto, tanto para o torneio quanto para o dia de hoje, com muitas coisas que posso melhorar e nas quais quero me sentir mais à vontade quando chegar a hora, mas, no geral, estou muito contente com o que aconteceu”, comentou.
“No início do torneio, não vim com nenhuma expectativa, mas simplesmente para ver como meu corpo reagiria, como reagiria principalmente o pulso, e, acima de tudo, para aproveitar o retorno às competições depois de quatro partidas muito boas. Agora me sinto capaz de vencer o torneio, continuo com as mesmas expectativas e com a mesma mentalidade de saber que cada vez que entro na quadra é um presente”, acrescentou a esse respeito.
O vencedor de sete “Grand Slams” se sentiu “muito bem” contra Paul. “Obviamente, pareceu mais fácil do que realmente foi na quadra, mas houve muitas situações com as quais tive que lidar, como várias bolas de ‘break’ que, em alguns games, não aproveitei, alguns erros e ter que defender bolas de ‘break’ em mais de um momento”, destacou.
“São situações que, embora demos a impressão de que estamos calmos e de que jogamos bem, às vezes são difíceis de lidar. Foi uma partida complicada para mim e estou muito feliz por ter vencido e por ter conseguido levar adiante”, destacou o tenista espanhol.
Alcaraz ainda não sabia quem seria seu adversário, que acabará sendo o americano Ben Shelton, sobre o qual disse que “é um jogador muito potente”, e não quis dar importância à estatística que diz que nenhum tenista local o venceu neste ‘grande torneio’. “São estatísticas que animam um pouco quando você as conhece, mas não significam nada. Eu sempre digo que há uma primeira vez para tudo, então vamos tentar fazer com que isso não aconteça”, indicou.
“Acho que é uma grande oportunidade jogar contra tenistas americanos e é um grande desafio fazê-lo na casa deles. Para mim, continua sendo um presente poder voltar a competir mais uma vez e poder voltar à quadra nas quartas de final aqui no US Open, o que vamos tentar aproveitar e dar o nosso melhor”, afirmou.
Por fim, questionado novamente sobre como otimizar melhor o calendário, o tenista de El Palmar lembrou que “o tênis pode ser muito imprevisível, porque você nunca sabe quantas partidas vai ganhar, se os torneios vão durar uma ou sete”. “Vai depender de como eu me sentir física e mentalmente, se vou precisar de descansos prolongados no início, no meio ou no final do ano”, precisou ele, ressaltando que seu desejo é que sua carreira “dure muito tempo”.
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