MADRID 6 jul. (EUROPA PRESS) -
As seleções do Brasil, da Alemanha e da Itália, as mais laureadas da história das Copas do Mundo — com cinco títulos para a “Canarinha” e quatro para a “Mannschaft” e a seleção transalpina —, deram as costas ao torneio, com eliminações prematuras e decepções nas últimas edições.
A eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, que venceu (1 a 2) a “Canarinha” com dois gols de Erling Haaland — também na “última dança” de Neymar Jr. —, deixou a Copa do Mundo sem as três seleções mais vitoriosas da história.
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) insiste que o projeto liderado por Carlo Ancelotti tem como grande objetivo a Copa do Mundo de 2030, mas a eliminação diante da seleção europeia ocorreu antes do que as expectativas indicavam antes do torneio.
A “Canarinha” acumulava quase 40 anos sem ser eliminada tão cedo em uma Copa do Mundo. Pois é a primeira vez que a campeã de 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002 é eliminada nas oitavas de final de uma Copa do Mundo desde a Itália 1990, quando a Argentina foi sua verduga com um gol de Caniggia nos últimos instantes da partida.
Desde então, além de conquistar o título em 1994 e 2002, a seleção chegou pelo menos às quartas de final, tendo sido vice-campeã na França em 1998 e conquistado o quarto lugar na edição em que foi anfitriã, em 2014. Agora, vem mais uma eliminação precoce, com uma geração que carece de talento e que, após a lesão de Raphinha, conta apenas com Vinícius Júnior como principal trunfo.
Além disso, paira sobre a “Canarinha” a maldição do “Velho Continente”, já que, desde que se sagrou campeã mundial em 2002, ela só foi eliminada por seleções europeias. Em 2006 e 2010, foi eliminada nas quartas de final pela França e pela Holanda, respectivamente. Em 2014, foi a derrota por 1 a 7 para a Alemanha no Maracanã nas semifinais; e em 2018 e 2022, também nas quartas de final, para a Bélgica e a Croácia — esta nos pênaltis —, respectivamente; antes que a Noruega fizesse o mesmo em 2026.
Mais retumbante foi a eliminação da Alemanha neste Mundial, tanto pela rapidez quanto pelo adversário. A equipe de Julian Nagelsmann, que renunciou ao cargo, avançou para as oitavas de final após liderar seu grupo e enfrentou o Paraguai. A seleção alemã não conseguiu derrubar a muralha “Albirroja”, que fez uma partida longa e conseguiu estender sua resistência até a disputa de pênaltis.
Lá, a sorte ou o destino quiseram que fossem os sul-americanos a avançarem para as oitavas, deixando a Alemanha bastante abalada, que acumula três participações consecutivas sem vencer uma única fase eliminatória em uma Copa do Mundo, após ter sido eliminada na fase de grupos da Rússia 2018 e do Catar 2022.
Um momento difícil que coincide com a ausência de uma geração capaz de dar continuidade à trajetória da Alemanha que foi campeã mundial em 2014 e que, em quatro edições consecutivas, chegou, no mínimo, às semifinais: ficou em segundo lugar em 2002, em terceiro em 2006 e 2010 e conquistou o título há 12 anos.
Antes do início do torneio, a Itália, com quatro Copas do Mundo em seu palmarés — a última em 2006 —, sofreu o enésimo desastre na Copa do Mundo. A seleção transalpina não conseguiu a vaga para o torneio nos Estados Unidos, México e Canadá ao não superar a fase final da “repescagem” contra a Bósnia e Herzegovina.
Assim, pela terceira edição consecutiva, o torneio ficou sem uma das seleções com mais história nas Copas do Mundo, mas que não conseguiu repetir o feito daquela geração que conquistou o mundo há já duas décadas. Um medo do fracasso que acaba atormentando cada um dos elencos que, desde 2014 — quando disputaram sua última Copa do Mundo e foram eliminados na fase de grupos —, vêm tentando garantir a vaga na Copa do Mundo.
Essa ausência de três gigantes das fases finais do torneio abre uma janela de esperança para outras seleções alcançarem o ranking das equipes com mais títulos mundiais. Com três troféus (1978, 1986 e 2022), surge a atual campeã, a Argentina, que poderia igualar a Alemanha e a Itália se revalidar o título na final em Nova York.
Já com duas Copas do Mundo está a França (1998 e 2018), que quer se juntar à Alemanha e ao Brasil como as únicas seleções a disputar três finais consecutivas deste torneio. O Uruguai, também com dois títulos (1930 e 1950), já foi eliminado na fase de grupos; enquanto a Inglaterra (1966) e a Espanha (2010), ambas com um título, querem bordar a segunda estrela em suas camisas.
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