OSCAR J. BARROSO / AFP7 / EUROPA PRESS
MADRID 22 jul. (EUROPA PRESS) -
O diretor-geral do Grande Prêmio da Espanha de Fórmula 1, Luis García Abad, explicou nesta quarta-feira que organizar esse evento em Madri “parece um unicórnio”, porque “beirava o inesperado”, até mesmo para ele, confessando que, quando a ideia foi colocada em discussão, as primeiras reações foram de “certo desdém”.
“O Grande Prêmio da Espanha em Madri parece um unicórnio. A primeira vez que falei sobre isso com o Stefano (Domenicali), percebi que beirava o inesperado, não digo impossível. Nas primeiras vezes em que colocamos a ideia em discussão, nos olharam com certo desdém, ‘coitadinhos’, diziam. Realizá-lo em Madri era um unicórnio duplo. Mas é com ações, e não com palavras, que as coisas se provam”, afirmou ele no evento “Desayunos Deportivos” da Europa Press, com a colaboração da Amix, da Comunidade de Madri, da Joma, da Loterías y Apuestas del Estado, da Mondo e da Universidade Camilo José Cela.
García Abad contou uma história sobre as diferenças entre unicórnios e rinocerontes, uma metáfora entre o lado mais estético e todo o trabalho que há por trás, e comparou isso à organização de um evento dessa magnitude. “Organizar um GP não é construir um circuito; os melhores do mundo já estão construídos. Há um componente comercial que não podemos evitar; trata-se de criar uma experiência para que tudo seja o mais fácil possível para os clientes”, destacou.
“Os engarrafamentos de três horas e os estacionamentos impossíveis ficaram para trás; tudo isso já é passado. Tivemos que aproximar o espetáculo do cliente”, acrescentou o ex-representante do piloto asturiano Fernando Alonso.
Assim, levaram em conta “muitas possibilidades até chegarem à Ifema”, área que finalmente receberá a F1 em Madri 45 anos depois, porque reúne “algo que é impossível de ser encontrado nos outros 23 Grandes Prêmios”, que é “uma estrutura que já havia sido desenvolvida ao longo do tempo e com profissionais preparados para um evento como este”. “Eu também não tinha certeza de que isso iria acontecer, mas ficava perto do metrô, dentro da cidade e já contava com banheiros”, defendeu.
“Fomos dando passos para tentar chegar a um acordo para organizar um GP de F1; não estávamos sozinhos. Tínhamos que encontrar a fórmula que atraísse a F1; trata-se de uma empresa privada que tem seus interesses e seus resultados e não quer Grandes Prêmios complexos. Tinha que ser um projeto lucrativo”, destacou.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático