MADRID 9 mar. (EUROPA PRESS) -
A esquiadora espanhola mostrou-se “superemocionada” após conquistar, nesta segunda-feira, a medalha de ouro na prova de supergigante dos Jogos Paralímpicos de Inverno, que estão sendo disputados em Milão e Cortina d'Ampezzo (Itália), e que a fez lembrar de um de seus avós, que sempre dizia que ela era “a número um”.
“Lembro-me da minha família e, agora, ao vê-la, lembrei-me também do meu avô, que sempre me dizia que eu tinha que ser a 'número um' e me chamava de 'número um', então, finalmente, sou a 'número um', avô, que deve estar me vendo do céu. Dedico isso à minha família também, que me apoia há muito tempo, que sempre me apoiou, aos meus patrocinadores, que são outra parte da minha família, e à federação que apostou em mim”, comemorou Pascual diante da mídia em declarações facilitadas pelo Comitê Paralímpico Espanhol (CPE).
A madrilenha, de 21 anos, alertou que, depois de ser a segunda a descer, “fica-se mais nervosa quando se sai entre as primeiras do que antes de sair”. “No final, desce-se sem ter referências e fica-se à espera para ver o que as outras fazem. Quando a japonesa (Murakoa) desceu e vi que estava longe, pude respirar um pouco”, disse ela. “E quando vi que a alemã (Forster) tomou uma direção muito reta naquele salto, eu disse ‘não pode ser, não acredito’. Não conseguia acreditar, estava superemocionada, gritando para minha família, para minha mãe, e eles também pulando, foi superemocionante”, acrescentou feliz a espanhola, medalha de ouro na categoria para atletas que competem sentados. Nesse sentido, ela observou que, na porta de saída, não pensa “muito” se sua família está lá embaixo, na meta. “Estou concentrada no que tenho que fazer, na descida, e quando chego aqui embaixo e vejo todos, fico muito emocionada”, confessou. E antes de sair, lembrou que diz ao seu treinador, Jaime Hernández, para lembrá-la por que ela esquia. “Que me lembre que gosto e que faço isso porque quero e nada mais, aproveitar a descida, o que é complicado porque você vai um pouco forçada, mas tentar dar o máximo nestes dias”, indicou. “Graças à minha psicóloga Cristina, com quem trabalho há bastante tempo”, respondeu sobre como controla o nervosismo da noite anterior. “Conversei com ela e disse que eu mesma estava surpresa com o quanto estava tranquila, que sei que estou em uma Olimpíada, mas tenho a mentalidade de que é fazer o mesmo que venho fazendo durante toda a temporada, só que há arquibancadas e que são Jogos Olímpicos, mas que no final não é nada novo”, acrescentou a respeito.
Agora, a madrilenha fará uma “pequena comemoração”, embora não muito por causa dos “horários tão cedo” de suas provas, que a farão ir “para a cama cedo”. “Mas a comemoração também é necessária”, enfatizou.
Pascual competirá nesta terça-feira na combinada, onde espera conquistar uma nova medalha e continuar aspirando ao pleno de cinco possíveis nestes Jogos. “Sei que estou entre as melhores em todas as disciplinas e meu papel é participar de todas. Espero conseguir o pleno, é complicado, mas vou tentar”, admitiu.
“Também estou muito animada para a combinada, mas também um pouco preocupada, entre aspas, porque se continuar fazendo tanto calor, para a segunda manga a neve estará bastante mole. Vamos ver o que dizem na reunião, talvez tentem colocar sal, não sei, mas são problemas do futuro e agora é hora de aproveitar”, afirmou ela, diante de uma prova que consiste em uma manga de supergigante e outra de slalom.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático