Publicado 16/03/2026 13:17

Audrey Pascual: “Quatro medalhas paralímpicas é uma loucura; agora sim, eu mereço um descanso”

A tetracampeã espanhola Audrey Pascual, durante a chegada da equipe paralímpica ao aeroporto de Madri-Barajas após os Jogos Paralímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026, em 16 de março de 2026, em Madri (Espanha). O Aeroporto Adolfo Suá
Alejandro Martínez Vélez - Europa Press

MADRID 16 mar. (EUROPA PRESS) - A esquiadora espanhola Audrey Pascual mostrou-se muito entusiasmada com a recepção que recebeu nesta segunda-feira no aeroporto Adolfo Suárez Madrid Barajas, após a "loucura" de conquistar quatro medalhas nos Jogos Paraolímpicos de Inverno de Milão e Cortina d'Ampezzo (Itália), uma conquista da qual ela ainda tem dificuldade em "assimilar" e que deve permitir-lhe alguns "meses de descanso" antes de enfrentar novos desafios.

“A verdade é que estou muito animada; também estou há muito tempo longe de casa e sem ver minhas amigas, então o fato de elas terem vindo aqui é ótimo. Eu não esperava por isso, porque achava que seria uma recepção rápida e que eu iria direto para casa, mas, enfim, estou muito feliz por elas também terem acompanhado e vivido isso comigo”, disse Pascual à imprensa após aterrissar em Madri.

A madrilenha confessou que “ainda” não estava “consciente” do que conquistou em Milão-Cortina. “Tem sido o sonho desde que comecei a praticar esportes, mais ou menos, mas, bem, quatro medalhas paralímpicas na mala é uma loucura”, comentou a esquiadora, que tem “um porta-medalhas em cima da cama”. “Vou colocar todas lá. Não abri espaço antes da hora, caso as coisas não corressem muito bem, mas agora já posso preparar um bom espaço para que fiquem bem visíveis”, observou. Pascual chegou à capital com uma de suas duas medalhas de ouro pendurada. “É que elas pesam muito e coloquei uma; as outras estão bem guardadinhas na mala. Passei a semana toda dormindo com elas em cima da mesinha de cabeceira para vê-las e ter consciência do que tenho”, ressaltou. “Estou usando (pendurada) a da combinada. Esse ouro me deixou muito feliz, consegui a vantagem que queria no supergigante e isso me permitiu fazer o slalom com um pouco mais de folga. Quando me virei, não conseguia acreditar: segundo ouro consecutivo e foi incrível”, confessou a espanhola que, “depois de tanto tempo sem pisar em Espanha”, está ansiosa por “comer croquetes de presunto” e sair para jantar com os colegas “para comemorar um pouco tudo isso e relaxar”.

Quanto à sua experiência em seus primeiros Jogos, ela deu importância ao fato de ter conquistado uma medalha em sua primeira prova, a descida, onde o ouro escapou por cinco centésimos. “Foi importante e também foi um ponto de virada, porque eu estava muito bem preparada para essa prova. A descida era uma das minhas provas favoritas e não gostei nada de ficar com a prata, porque estava indo para o ouro”, lembrou. “Acho que, graças a essa prata, todas as outras provas também correram bem. Conquistei duas medalhas de ouro depois dessa e agora vejo com mais perspectiva e percebo que continua sendo uma medalha de prata paralímpica e estou muito feliz, mas naquele momento não gostei nada”, acrescentou a respeito.

Quatro medalhas com apenas 21 anos, o que torna o futuro promissor. “Sim, sou jovem e são meus primeiros Jogos, então, obviamente, nada acaba aqui. No ano que vem tem o Mundial e preciso continuar no esporte e continuar treinando. Agora sim eu mereço alguns meses de descanso, mas o que eu gosto é praticar esportes e vou continuar”, garantiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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