Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press
MADRID 7 mar. (EUROPA PRESS) -
A esquiadora espanhola Audrey Pascual mostrou-se “superfeliz” por ter conquistado neste sábado sua primeira medalha em Jogos Paralímpicos, uma prata na competição que acontece em Milão e Cortina d'Ampezzo (Itália), o que também a deixa com uma “raiva” que ela aproveitará para “dar tudo de si no supergigante”.
“Agora que acabei, estou com raiva, mas obviamente são meus primeiros Jogos e é o primeiro ano que compito nesta disciplina. Eu sabia que era capaz, foi uma disputa entre a alemã e eu, fiquei a um passo e, obviamente, estou superfeliz”, disse Pascual à imprensa em declarações divulgadas pelo CPE.
A madrilenha detalhou onde provavelmente perdeu o ouro. “Estou muito irritada. Acho que perdi tempo em uma parte chamada 'Grande Curva', onde pensei que a neve me ajudaria mais e entrei um pouco com dúvida, então lá fui muito abaixo da linha. A seguinte foi difícil e depois recuperei, mas claro, o tempo já estava perdido", lamentou. "A pista não está a aguentar muito bem, por isso já dei um pouco de feedback aos rapazes, dizendo que está mais mole do que nos dias anteriores. É importante saber isso porque o esqui reage de maneira diferente e isso me prejudicou”, acrescentou a madrilenha.
No entanto, a esquiadora confessou ter sentimentos contraditórios ao cruzar a linha de chegada e ver a prata. “Por um lado, alívio, porque digo que minha primeira estreia paralímpica já está feita, e depois olhei para a tela e vi o 0,05 e não conseguia acreditar. Mas tudo bem”, destacou.
Pascual já "atingiu" o objetivo de ganhar sua primeira medalha, o que ela acredita que vai fortalecê-la. "Como eu estava indo para o ouro, isso me deixa ainda mais com raiva de dar tudo de mim, tudo no supergigante, e sei que posso fazer isso, ir para o ouro e pronto", alertou a madrilenha antes de sua segunda prova na segunda-feira.
“A verdade é que, surpreendentemente, eu disse à minha psicóloga que estava bastante tranquila e ela me disse que é porque já estamos trabalhando e visualizando isso há muito tempo. Então, o nervosismo veio um pouco mais tarde, mas, no final, na porta de largada, eu disse ao meu treinador para me lembrar que eu gosto disso, que muitas vezes lá em cima a gente esquece. É fazer o que tenho feito durante toda a temporada, mas nos Jogos, defender meu esqui e pronto”, acrescentou a esse respeito. Ela também comemorou o apoio visto na chegada. “Assim que cheguei à meta, a primeira coisa que vi foram eles de pé, que são da Fundação También, que é minha família, literalmente, e fiquei muito emocionada”, afirmou a esquiadora madrilenha, que começou a esquiar quando era criança na entidade presidida por Teresa Silva.
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