Publicado 16/07/2026 11:22

O atacante argentino Leo Messi disputará sua terceira final de Copa do Mundo e iguala o brasileiro Cafú

15 de julho de 2026, EUA, Atlanta: O argentino Lionel Messi comemora a vitória com seus companheiros de equipe após a partida das semifinais da Copa do Mundo da FIFA 2026 entre Inglaterra e Argentina, no Atlanta Stadium. Foto: Tom Weller/dpa
Tom Weller/dpa

MADRID 16 jul. (EUROPA PRESS) -

O atacante argentino Leo Messi disputará neste domingo, contra a Espanha, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, a final da Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá, uma partida pelo título que será a segunda consecutiva após o Catar 2022 e a terceira ao longo de sua carreira em uma Copa do Mundo, depois de ter disputado a do Brasil 2014 — algo que, até agora, apenas o brasileiro Cafu havia conseguido.

Às finais de 2014 e 2022, Leo Messi, aos 39 anos, acrescentará a esta edição à sua lista de finais da Copa do Mundo. O “10” argentino será o primeiro jogador da “Albiceleste” a conseguir isso e o segundo na história a poder disputar minutos em três finais diferentes, depois de Marcos Evangelista de Moraes, “Cafú”, que fez isso em 1994, 1998 e 2002, sendo titular nas duas últimas e saindo antes da meia-hora da primeira devido à lesão de Jorginho.

Assim, se nada de inesperado acontecer, como uma lesão, Messi se tornará o primeiro jogador da história a disputar três finais da Copa do Mundo como titular. Além disso, nas duas anteriores, ele disputou todos os minutos, marcando dois gols na do Catar, há quatro anos, enquanto que, caso marque um gol contra a Espanha, ele se juntaria à lista do francês Kylian Mbappé (2018 e 2022), dos brasileiros Pelé (1958 e 1970) e Vavá (1958 e 1962), o francês Zinédine Zidane (1998 e 2006) e o alemão Paul Breitner (1974 e 1982), únicos jogadores que conseguiram isso em duas finais diferentes.

Outros quatro jogadores também estiveram presentes em três edições da final da Copa do Mundo, embora tenham participado ativamente apenas em duas: Pelé (1958, 1962 —lesionado— e 1970), Lothar Matthäus (1982 —não participou da final—, 1986 e 1990), Pierre Littbarski (1982, 1986 —não participou da final— e 1990) e Ronaldo Nazário (1994 —não participou da final—, 1998 e 2002). Dentre eles, apenas Pelé conseguiu levantar o troféu nas três edições; Cafu e Ronaldo, em duas; e Matthäus, Littbarski e Breitner, em uma.

Em nível pessoal, será a nona final do oito vezes vencedor da Bola de Ouro com a seleção argentina — três da Copa do Mundo, cinco da Copa América e uma “Finalíssima” —. Até o momento, o balanço do jogador de Rosário é de quatro derrotas — duas nos pênaltis — e quatro vitórias. Uma trajetória bem diferente em duas fases: até 2020 e a partir de 2020.

Antes da Copa América de 2021, a história de Messi com a seleção havia sido marcada por finais cruéis, com a única alegria sendo a medalha de ouro olímpica em Pequim 2008. De suas primeiras cinco finais, o jogador de Rosário não conseguiu sair vitorioso em nenhuma, sendo o protagonista negativo na Copa América de 2016 ao perder seu pênalti na disputa contra o Chile. Além disso, em nenhuma dessas partidas ele conseguiu sequer balançar a rede adversária, diante da impotência do “10”.

Mas tudo mudaria na Copa América de 2021. Em solo brasileiro, o maior rival histórico da “Albiceleste”, Messi conquistaria seu tão sonhado primeiro título com a seleção. Uma conquista seguida pela “Finalissima” de 2022 contra a Itália, pela Copa do Mundo de 2022 contra a França e pela Copa América de 2024 contra a Colômbia. Quatro vitórias consecutivas que o reconciliaram com a torcida argentina e que o consagraram como um dos maiores da história.

Assim, a Argentina de Messi e Lionel Scaloni tem a possibilidade de conquistar cinco títulos consecutivos — duas Copas América, duas Copas do Mundo e uma “Finalissima” ——, uma hegemonia comparável apenas à da Espanha entre os anos de 2008 e 2012, quando conquistou dois títulos europeus e uma Copa do Mundo.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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