O vice-presidente econômico, Ferran Olivé, explica que o clube obteve um lucro ordinário de 200.000 euros, mas a desvalorização da Barça Studios levou o balanço final a um déficit de 18 milhões
BARCELONA, 19 set. (EUROPA PRESS) -
A Assembleia Geral Ordinária do FC Barcelona aprovou neste sábado a liquidação do exercício financeiro da temporada 2025/26, correspondente ao segundo ponto da pauta, com o amplo apoio de 91,72% dos delegados participantes.
De um total de 664 delegados votantes, a proposta foi aprovada com 609 votos a favor, 32 votos contra (4,82%) e 23 votos em branco (3,46%).
A liquidação do último exercício apresenta um recorde histórico de receitas de 1.060 milhões de euros e um lucro ordinário de 200.000 euros nas atividades correntes. No entanto, o resultado líquido final — o valor líquido após a inclusão de todos os lançamentos extraordinários — registrou prejuízo de 18 milhões de euros devido à desvalorização contábil de sua subsidiária audiovisual, a Barça Studios.
Durante sua intervenção, o vice-presidente econômico e tesoureiro, Ferran Olivé, pediu aos sócios que diferenciassem o desempenho das atividades cotidianas (ingressos, patrocinadores e televisão) do saldo líquido global. Na gestão corrente, o Barça não registrou prejuízos e obteve lucro de 200.000 euros, mas o resultado final ficou negativo porque os auditores exigiram deduzir 23 milhões de euros do valor da Barça Studios, uma vez que suas expectativas comerciais não foram atendidas — um golpe amenizado em parte pela venda de ingressos VIP de longo prazo (9,5 milhões).
“É um resultado extraordinário negativo que reflete uma valorização menor nos livros contábeis, mas não se trata de uma perda real de caixa, nem saiu um único euro do caixa do clube”, esclareceu Olivé, para deixar claro que a tesouraria da entidade não foi afetada.
Por outro lado, a dívida financeira líquida, de acordo com os critérios da LaLiga, subiu de 469 para 607 milhões de euros. A diretoria justifica esse aumento por duas despesas pontuais assumidas no encerramento do exercício: o pagamento dos juros das obras do Spotify Camp Nou (+125 milhões) e a contratação antecipada do atacante Anthony Gordon antes de 30 de junho. Segundo Olivé, sem essas duas operações, a dívida teria continuado sua tendência de queda até 407 milhões.
No que diz respeito às despesas esportivas, Olivé destacou o controle exercido sobre os salários do time principal, que totalizaram 571 milhões de euros. Esse valor representa 54% das receitas operacionais do clube, uma porcentagem que fica até mesmo abaixo do limite mínimo de 55% recomendado pela UEFA (cuja margem aconselhável chega a 70%). O dirigente relembrou a experiência “traumática” dos anos anteriores — quando a massa salarial chegou a atingir uns insustentáveis 90% em plena pandemia — e insistiu que o Barça deve manter um elenco altamente competitivo sem “esticar o braço mais do que a manga” para não comprometer sua estabilidade futura.
Entre as notícias positivas, a Diretoria destacou que o clube volta a cumprir, pela primeira vez em cinco anos, a regra “1:1” do Fair Play Financeiro da LaLiga — que permite contratar e registrar jogadores normalmente, gastando apenas de acordo com o que é economizado ou arrecadado —, o recorde de mais de 200 milhões em vendas da loja oficial (BLM) após o novo acordo com a Nike e a concessão, por parte da UEFA, do Spotify Camp Nou como sede da final da Liga dos Campeões de 2029.
Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático