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LONDRES 6 ago. (dpa/EP) -
O boicote europeu à Copa do Mundo da FIFA continua em vigor, segundo afirmou a UEFA, depois que a Federação Internacional de Futebol garantiu que seu presidente, o criticado Gianni Infantino, permanecerá no cargo porque conta com o “apoio total” de sua Diretoria Executiva.
“As federações da UEFA foram muito claras quanto às condições associadas à não participação nas competições da FIFA”, indicou nesta quinta-feira, em um comunicado, a instituição presidida por Aleksander Ceferin.
“Em primeiro lugar, as propostas de privatização das principais competições deveriam ser retiradas e, em segundo lugar, deveriam ser dadas garantias de que nunca mais haveria tentativas de distorcer o futebol dessa forma”, destacou o mesmo comunicado à imprensa.
“Essas condições não foram cumpridas. Além disso, a UEFA deixou bem claro em seu comunicado de sábado que perdeu a confiança na presidência de Gianni Infantino. Essa posição se mantém”, acrescentou o texto. “O anúncio de ontem de que algumas pessoas empregadas pelo presidente da FIFA (e cujas carreiras dependem de seu favor) concordam com ele não muda nada”, acrescentou o comunicado do órgão europeu.
A UEFA se opôs ao processo seguido por Infantino, mas sobretudo à possibilidade de que investidores privados exercessem influência sobre uma competição esportiva, diante do temor de que pudessem pressionar para que eventos cada vez maiores e mais frequentes fossem realizados.
Infantino pretendia criar uma empresa, chamada FIFA Forward Enterprise (FFE), que administrasse os aspectos comerciais e operacionais de suas competições, incluindo as Copas do Mundo masculinas e femininas por seleções nacionais e também as Copas do Mundo de Clubes.
O detalhe mais polêmico foi a intenção de vender uma participação de 20% da empresa a investidores privados. A FIFA confirmou na semana passada que o fundo Thrive Eternal, fundado por Joshua Kushner — irmão do genro do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump —, havia sido a empresa designada para liderar o grupo de investidores.
Conforme noticiado pela primeira vez pelo “The Guardian” em 30 de julho, acredita-se que a UEFA também esteja considerando encomendar um estudo para avaliar se a avaliação de 20 bilhões de dólares da FFE proposta pela FIFA estava abaixo do preço de mercado.
Mesmo depois de Infantino ter confirmado, em 1º de agosto, que seus planos com a FFE haviam sido retirados, a UEFA afirmou em outro comunicado que havia “perdido a confiança” nele. O apoio de sua Diretoria Executiva e as desculpas apresentadas pelo plano da FFE também não fizeram com que a Federação Inglesa de Futebol mudasse de opinião em relação a Infantino.
Ao que parece, a entidade reguladora inglesa segue em frente com o envio de uma carta à FIFA confirmando que retiraria seu apoio a uma possível candidatura de Infantino à reeleição presidencial no próximo ano. A Federação de Futebol do País de Gales também retirou publicamente seu apoio, assim como as federações da Sérvia, da Suécia e da Finlândia.
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