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BARCELONA, 2 abr. (EUROPA PRESS) -
A capitã do Barça Femení, Alexia Putellas, atingiu nesta quinta-feira a marca de 500 partidas oficiais com a camisa do FC Barcelona, e fez isso em um cenário idílico, no novo Spotify Camp Nou, com cerca de 60 mil torcedores nas arquibancadas, nas quartas de final da Liga dos Campeões e diante de um Real Madrid ao qual venceram por 2 a 6 na partida de ida e por 0 a 3 na Liga F Moeve no último domingo, com um gol marcado aos 8 minutos.
Pere Romeu a escalou para o time titular e, com esse gesto previsível, Alexia Putellas chega aos 500 jogos em um Clássico europeu na primeira vez que a equipe feminina joga no novo, e ainda em construção, estádio blaugrana. Já são 500 partidas oficiais como blaugrana — 346 da Liga, 44 da Copa da Rainha, 9 da Supercopa da Espanha, 87 da Liga dos Campeões e 14 em outras competições.
Com esse marco, Alexia Putellas entra para um seleto clube de lendas do clube blaugrana, como sua ex-companheira Melanie Serrano e os jogadores Víctor Valdés, Carles Puyol, Gerard Piqué, Andrés Iniesta, Sergio Busquets, Xavi Hernández e Leo Messi, todos lendas recentes do clube que disputaram mais de 500 partidas oficiais.
Mas a comemoração é completa porque ela alcança essa marca no grande reduto blaugrana e diante do grande rival. Além disso, o time branco surge como um de seus adversários mais reconhecíveis: contra o Real Madrid, a capitã marcou 14 gols, consolidando-se como uma das maiores artilheiras da história do Clássico e prolongando sua marca nos jogos que definiram esta era.
Falar de Alexia Putellas é percorrer, quase sem separar capítulos, a história recente do Barça Femení. Capitã e eixo do meio-campo, sua figura acompanhou — e, em grande parte, explicou — a transformação da seção, desde que era uma seção amadora até se tornar uma potência dominante na Europa, sendo mais um time profissional de um Barça “mais do que um clube”.
Nascida em Mollet del Vallès em 4 de fevereiro de 1994, chegou ao Barça em 2012 aos 18 anos, vinda do Levante UD Femenino, e desde então sua trajetória cresceu ao ritmo de uma equipe que fez do sucesso um hábito. Nessa trajetória, sua influência tem sido constante, seja na defesa, no ataque ou na liderança, com um pé esquerdo capaz de ditar o ritmo das partidas e decidir o resultado.
Seu nome também ficou ligado aos grandes palcos do clube. Em 6 de janeiro de 2021, em plena pandemia e sem público, marcou o primeiro gol do Barça Femení no Camp Nou, em um clássico contra o RCD Espanyol (5 a 0).
Pouco mais de um ano depois, em 30 de março de 2022, voltou a marcar no estádio blaugrana em outra noite memorável, na vitória contra o Real Madrid Femenino (5-2) na Liga dos Campeões, com um Camp Nou lotado que bateu o recorde mundial de público no futebol feminino (91.553 espectadores), superado semanas depois nas semifinais contra o Wolfsburgo alemão.
Esse crescimento coletivo se refletiu nos reconhecimentos individuais. Em 2021, após conquistar a Europa e marcar na final em Gotemburgo, ela foi distinguida como a melhor jogadora do mundo com a Bola de Ouro, o prêmio The Best e o prêmio da UEFA, conquistas que repetiu em 2022, tornando-se a primeira jogadora a ganhar a Bola de Ouro por duas vezes consecutivas.
Mas sua carreira também passou por momentos difíceis. No verão de 2022, ela sofreu uma grave lesão no joelho que a afastou dos gramados por meses. Ela retornou em abril de 2023 e, após recuperar a forma, voltou a ser decisiva na final da Liga dos Campeões 2023/24, onde seu gol contribuiu para garantir um novo título continental em uma temporada histórica para a equipe.
Selecionada absoluta desde 2013, ela alcançou o auge com a seleção espanhola em 2023 ao ser proclamada campeã do mundo, ampliando um palmarés que, aos 32 anos completados em fevereiro, a coloca entre as grandes referências do futebol mundial. O que é certo é que, com esses 500 jogos (que serão mais), ela já é história viva do Barça Femení e do FC Barcelona.
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