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MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O tenista espanhol Carlos Alcaraz e o italiano Jannik Sinner tornaram-se os grandes dominadores do circuito da ATP nos últimos dois anos, nos quais, sempre que ambos estiveram presentes no mesmo torneio, um deles acabou conquistando o título, tendo os dois juntos conquistado nove Grand Slams — cinco o murciano e quatro o italiano —, oito Masters 1000 —quatro e quatro— e oito ATP 500 —cinco e três—.
O russo Andrey Rublev no Mutua Madrid Open 2024 é o último tenista do circuito capaz de conquistar o título em um torneio —da categoria ATP 500 ou superior— no qual tanto Jannik Sinner quanto Carlos Alcaraz participaram simultaneamente, embora o italiano tenha desistido antes de jogar contra o canadense Felix Auger-Aliassime nas quartas de final, onde o murciano havia sido derrotado pelo futuro campeão.
Mas desde aquele encontro na Caja Mágica, com ambos no tabuleiro do mesmo torneio, o de El Palmar e o de San Candido conquistaram oito 'Grand Slam' (Roland Garros 2024 e 2025, Wimbledon 2024, US Open 2025 e Austrália 2026 para Alcaraz, e US Open 2024, Austrália 2025 e Wimbledon 2025 para Sinner), quatro Masters 1000, um ATP 500 e duas ATP Finals.
Um dado impressionante, ao qual se soma o fato de que em sete desses 15 torneios vencidos por um dos dois (47%), a disputa pelo título foi entre os dois — três Grand Slams (Roland Garros 2025, Wimbledon 2025 e US Open 2025), dois Masters 1000 (Roma e Cincinnati em 2025), um ATP 500 (Pequim 2024) e as ATP Finals de 2025. E é que a regularidade dos dois melhores tenistas da atualidade está fora de qualquer dúvida, sobretudo quando têm a motivação de se enfrentarem ao longo do torneio.
Assim, com ambos participando, apenas Alcaraz, em três ocasiões, ficou fora das quartas de final do torneio. Isso aconteceu em Cincinnati 2024, Paris-Bercy 2025 e Miami 2026, torneios que acabaram sendo vencidos pelo italiano. Na verdade, a regularidade de Sinner no circuito é ainda mais impressionante, mesmo quando seu grande rival atual não está presente no torneio. Afinal, o tenista de San Candido disputou a final de sete dos últimos oito Masters 1000 em que participou, e cinco de seis em 'Grand Slam', falhando apenas no último Aberto da Austrália, onde um grande Novak Djokovic bloqueou seu caminho nas semifinais.
Em números, o domínio que Alcaraz e Sinner vêm impondo desde o início da temporada de 2024 fica claro com as 291 vitórias que acumulam entre os dois contra apenas 37 derrotas. Dados que representam 91% de vitórias do número um e do número dois do mundo quando se trata de jogar contra adversários que não sejam eles mesmos. No caso do italiano, chama a atenção que apenas Jakub Mensik, Tallon Griekspoor (por desistência), Stefanos Tsitsipas e Alexander Bublik tenham sido tenistas fora do “Top 10” que conseguiram vencê-lo em mais de dois anos.
Um domínio que, naturalmente, se refletiu no ranking da ATP, que, desde que, em 4 de junho de 2024, Jannik Sinner se tornou pela primeira vez na carreira o número um do mundo, tirando o posto de Novak Djokovic, a classificação mundial sempre foi liderada por Carlos Alcaraz e pelo italiano. Além disso, apenas o alemão Alexander Zverev conseguiu se intercalar entre os dois gigantes desde então.
SINNER, O REI DA QUADRA DE SAIBRO; ALCARAZ, O DA TERRA BATIDA
Assim como acontecia na época do “Big Three”, Sinner e Alcaraz também se complementam em termos de domínios. Apesar de ambos se adaptarem perfeitamente às três superfícies, cada um é especialista em uma ou duas delas. O italiano domina na quadra dura e em condições “indoor”, onde conquistou três de seus quatro “grandes”, seus sete Masters 1000 e duas ATP Finals. Na verdade, o atual número dois do mundo nunca venceu um torneio de saibro.
E é que o saibro tem um digno sucessor de Rafael Nadal em Carlos Alcaraz. O murciano conquistou dois Roland Garros consecutivos e venceu os dois últimos Masters 1000 de saibro dos quais participou. A esses títulos somam-se dois Mutua Madrid Open, dois Conde de Godó e um título no ATP 500 do Rio de Janeiro. Além disso, apenas o dinamarquês Holger Rune, na final de Barcelona da última temporada, conseguiu derrotá-lo desde que ele foi eliminado nas quartas de final do Mutua Madrid Open 2024 contra Rublev.
Assim, e após a vitória de Jannik Sinner nos dois primeiros Masters 1000 da temporada — Cincinnati e Miami —, parece ter chegado agora o momento decisivo da temporada para Alcaraz. O desafio é enorme: tentar, como fez Rafa Nadal em 2010, vencer os três Masters 1000 de saibro e conquistar seu terceiro Roland Garros consecutivo.
Depois, virá a grama, à qual Alcaraz e Sinner adaptam seu jogo com perfeição. E é que, apesar de o espanhol ter melhores resultados, com dois títulos de Wimbledon e dois de Queen’s em seu palmarés, o tenista de San Candido já demonstrou, com o título no All England Club no ano passado — ao qual se soma outro em Halle (Alemanha) em 2024 —, que pode ser um rival para Alcaraz, que tem um saldo de 35-4 (90%) nesta superfície, com poucas datas no calendário.
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