Publicado 13/04/2026 12:56

Alcaraz: "A disputa pelo primeiro lugar com Jannik Sinner é muito legal e serve de motivação extra"

O espanhol admite estar "um pouco cansado" após Monte Carlo

O tenista espanhol Carlos Alcaraz na coletiva de imprensa prévia ao Barcelona Open Banc Sabadell 2026
JAVIER BORREGO/AFP7/EUROPA PRESS

BARCELONA, 13 abr. (EUROPA PRESS) -

O tenista espanhol Carlos Alcaraz afirmou nesta segunda-feira que a disputa pelo primeiro lugar do ranking mundial com o italiano Jannik Sinner, que acaba de derrotá-lo na final do Masters 1.000 de Monte Carlo, é “muito bonita” e representa uma “motivação extra”, na véspera de sua estreia no Barcelona Open Banc Sabadell-Troféu Conde de Godó, embora tenha reconhecido que chega fisicamente desgastado após o torneio monegasco.

“É verdade que tenho que vencer o torneio aqui se quiser recuperar o primeiro lugar; a batalha que estamos travando pelo primeiro lugar entre Jannik Sinner e eu é muito bonita e provavelmente é uma motivação extra”, reconheceu em entrevista coletiva.

“Jannik e eu temos um ótimo relacionamento; não é algo pessoal, pois não saímos para jantar ou almoçar juntos, mas a relação fora das quadras é muito boa. Apesar de estarmos competindo dentro das quadras, nossa maneira de ser fora delas não vai mudar. Isso se demonstra no respeito mútuo que temos um pelo outro. Tenho uma grande admiração por ele, e é uma forma de mostrar ao mundo que, embora tenhamos uma rivalidade muito saudável dentro das quadras, podemos ser boas pessoas e ter um ótimo relacionamento fora delas”, destacou a respeito.

“Obviamente, é um alívio não encontrá-lo em algum torneio. Ele é um dos jogadores que me faz ser melhor, me faz perceber minhas fraquezas, aquilo em que preciso me concentrar. É por isso que eu mesmo tento me certificar disso todos os dias; por isso é muito bom tê-lo como referência e vê-lo alcançando o que está alcançando. Isso não significa que, de vez em quando, não participemos de torneios diferentes; nesta semana, por exemplo, não vou sentir falta dele”, comentou sobre não encontrá-lo em Barcelona.

O murciano, que aspira recuperar o número 1 mundial e, de passagem, o título de Barcelona perdido na última edição, na qual perdeu a final — meio lesionado — para o dinamarquês Holger Rune (7-6 e 6-2), garantiu que está focado neste Godó e com a mente voltada para tentar “seguir o caminho”.

"Estou focado em tentar continuar melhorando. Temos clareza sobre o que fazer nos treinos e nas sessões práticas, e ainda mais agora, depois da derrota de ontem. A questão dos resultados e dos pontos é uma motivação extra”, reconheceu.

Em relação a Barcelona, ele afirmou que é um dos torneios “mais especiais” do seu calendário, “sem dúvida alguma”. “Tenho ótimas lembranças daqui, não só por jogar na ATP, mas também pelos torneios de quando era criança, com muitos amigos aqui. Estou muito animado para começar, voltar aqui mais um ano, e feliz. Um pouco cansado agora, mas feliz e com muita vontade”, comentou o bicampeão do torneio de Barcelona.

E neste torneio em casa, como em todos, uma das coisas “mais complicadas” que ele deve fazer é “controlar as emoções”. “Às vezes você se irrita com qualquer coisa e diz coisas que nem pensa. Depois você percebe a gravidade das suas palavras, do que diz dentro da quadra. Em certos jogos ou turnês, chego mentalmente saturado, por causa do que acontece fora do torneio ou fora da quadra, e quando chegam os jogos difíceis, você tem muita dificuldade e tenta voltar melhor”, explicou.

“Chegamos com uma linha de treinos, com coisas a melhorar. São pequenos detalhes, pequenos toques que podem fazer a diferença. Temos treinado isso desde a pré-temporada até agora e, da derrota de ontem, tiramos como ponto positivo a conversa pós-jogo com toda a equipe, na qual colocamos tudo na mesa e chegamos a um consenso, além de acrescentarmos pontos a melhorar. Mas não vou revelá-los”, comentou sobre como chega a este torneio, no qual é o primeiro cabeça de chave.

“É preciso ir dia a dia, não se pode antecipar nada. Não sei o que vai acontecer, não sei se vou chegar a mais finais, se vou perder na primeira rodada, não vou me antecipar a isso. Não sei se as partidas vão durar mais ou menos, posso ir dia a dia e ouvir meu corpo, ouvir o que preciso, ouvir minha equipe, que me conhece e sabe do que preciso. E tomar a melhor decisão possível. Estamos animados, com vontade, para fazer o que estiver ao nosso alcance para aguentar toda a temporada de saibro”, afirmou ao falar sobre seus desejos para a temporada de saibro que culminará com Roland Garros.

Por outro lado, deixou claro que chega cansado, mas em boa forma física. “No ano passado, eu vim cansado, sem nenhuma lesão, até que chegou a final e a lesão me atingiu de repente. O tênis é imprevisível, você não sabe o que vai acontecer. Vou tentar fazer o melhor possível, para que não haja nenhum erro nem lesão e eu possa estar em Madri e nos próximos torneios. O que aconteceu no ano passado já passou e vamos tentar aprender e fazer as coisas de outra maneira”, confessou o murciano, grande favorito para vencer este Godó.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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