Publicado 23/06/2026 08:45

Abel Jordán: “Ser o primeiro espanhol a bater a marca dos dez segundos é uma pressão que não me faz bem”

O atleta madrilenho Abel Jordan participou do evento “Desayunos Deportivos” da Europa Press, que contou também com a presença do presidente da Real Federação Espanhola de Atletismo (RFEA), Raúl Chapado, e da velocista Blanca Hervás.
Oscar J. Barroso / AFP7 / Europa Press

MADRID 23 jun. (EUROPA PRESS) -

O atleta espanhol Abel Jordán reconheceu nesta terça-feira que se tornar o primeiro espanhol a bater a marca dos dez segundos nos 100 metros é uma “pressão” que não lhe faz bem, e mostrou-se confiante de que, apesar de ter sofrido recentemente uma lesão nos isquiotibiais, poderá disputar o Campeonato Europeu de Birmingham neste verão.

“Estou trabalhando para isso. Não coloco isso como meta porque é uma pressão que não me faz bem algum. No fim das contas, não cheguei até aqui estabelecendo a meta de correr em 10,10. Cheguei até aqui aproveitando os treinos, as competições e, aos poucos, aprimorando aspectos técnicos e de força”, afirmou o velocista Abel Jordán sobre a possibilidade de bater o recorde nacional de Bruno Hortelano (10,06 s) de 2016, durante o evento “Desayunos Deportivos” da Europa Press.

O atleta madrilenho confirmou que está se preparando para estar em forma a tempo de competir no Campeonato Europeu de Birmingham, que será disputado de 10 a 16 de agosto, submetendo-se com “calma” a uma reabilitação, cuja melhora está sendo “rápida”. “Nos dois primeiros dias, fiquei com duas muletas; dois dias depois, já consegui tirar uma e, ao quinto dia, já estava andando, embora mancando. E acho que levei uma semana e um dia para andar sem mancar”, explicou.

Por isso, Jordán se mostrou “otimista” quanto à sua participação no Europeu, pois se manteve “rápido” e “sem preocupações” apesar das “pequenas lesões”, algo que não conseguiu ao longo da temporada, pois criou uma “base muito boa” na pré-temporada.

O pupilo de Jorge Lozano informou que se submeteu a exames médicos para acompanhar a evolução da lesão muscular, na qual sentiu uma “pontada” que fazia prever que a temporada de 2026 estaria acabada para ele. “Fiz uma ultrassonografia e uma ressonância magnética na última quinta-feira e, ao analisar os exames com o médico, parece que não é tão grave quanto eu esperava”, acrescentou.

O espanhol falou abertamente sobre seu potencial na prova de corrida com barreiras, afirmando que tem a “velocidade” para registrar “tempos competitivos” em competições internacionais, já que considera que nasceu “rápido” e que é apenas uma questão de aprimorar a “técnica”. Essa faceta que se aprimora, segundo ele, com “trabalho” árduo e não com talento “innato”.

O velocista de 22 anos prefere treinar e se preparar “em Madri” porque o atletismo se torna “muito solitário” nos momentos “difíceis”, sensação que ele experimentou durante sua fase universitária nos Estados Unidos. “Acho que a decisão mais inteligente no momento é ficar em Madri, ver como me sinto e como treino. Tenho aqui o meu treinador, que já me treina há seis anos, e é isso que vou fazer, pelo menos neste próximo ano”, afirmou.

Sobre a polêmica surgida em torno dos critérios mínimos exigidos pela Real Federação Espanhola de Atletismo (RFEA) para competir em campeonatos internacionais, Abel Jordán os considera exigentes, mas se mostrou compreensivo com a explicação de seu presidente, Raúl Chapado. “Há pessoas que atingiram os critérios há muito tempo, e a federação precisa avaliar isso; a maneira mais objetiva é por meio de marcas. No fim das contas, esse esporte se baseia em marcas, e isso pode agradar mais ou menos”, comentou.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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