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MADRID 29 ago. (EUROPA PRESS) -
O governador do Federal Reserve (Fed) dos EUA, Christopher Waller, indicou que estaria disposto a apoiar um corte na taxa de juros superior aos 25 pontos-base esperados pelos mercados para a próxima reunião em setembro, se o mercado de trabalho piorar.
"Com base nos dados disponíveis, não acho que seja necessário um corte de mais de 25 pontos-base em setembro. É claro que essa opinião pode mudar se o relatório de emprego de agosto [...] apontar para um enfraquecimento substancial da economia e a inflação continuar bem controlada", disse Waller em um evento no Economic Club of Miami.
O membro do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) indicado por Donald Trump enfatizou que há um "consenso crescente" de que a política monetária deve ser mais acomodatícia. Além disso, Waller insistiu que as taxas deveriam ter sido reduzidas já em julho.
"Em julho, após analisar o impacto das tarifas, argumentei que, com o núcleo da inflação próximo da meta e riscos limitados de alta, o FOMC não deveria esperar que o mercado de trabalho se deteriorasse antes de cortar as taxas de juros", explicou.
"Com todos os dados disponíveis, acredito que esse argumento é ainda mais forte hoje e que os riscos de queda para o mercado de trabalho aumentaram", resumiu.
Nesse sentido, a decisão de manter o preço do dinheiro em julho não foi unânime entre os membros do FOMC na época, uma vez que a nova vice-presidente da área de supervisão, Michelle Bowman, e Waller defenderam a redução em um quarto de ponto.
Essas discrepâncias são dignas de nota, uma vez que fazem parte da guerra aberta entre Powell e Trump, que insiste em reduzir as taxas a todo custo. Vale lembrar que Bowman foi nomeada para seu cargo atual pelo presidente, enquanto Waller está concorrendo para liderar o Fed quando o mandato de Powell expirar em 2026.
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