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MADRID 21 abr. (EUROPA PRESS) -
Os principais índices dos mercados norte-americanos iniciaram a sessão desta segunda-feira, feriado na maior parte do Velho Continente, com perdas significativas devido à incerteza sobre a disputa comercial com a China e às críticas feitas por Donald Trump ao presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.
Assim, o índice Dow Jones Industrials começou a semana com uma queda de 0,60% para marcar um primeiro preço de 38.906,04 pontos, enquanto o tecnológico Nasdaq caiu 1,4% e começou o dia em 16.052,76 pontos. O S&P 500 abriu o dia com queda de 0,94%, em 5.232,94 pontos.
No mercado de moedas, o dólar recuperou parte de seu terreno perdido em relação ao euro, que na segunda-feira atingiu sua melhor taxa de câmbio em relação ao dólar desde novembro de 2021, ultrapassando 1,15 dólar.
Desta forma, o euro acumula uma revalorização em relação ao dólar de 11% desde que Trump assumiu o cargo em 20 de janeiro e cerca de 7% desde 2 de abril, data em que o inquilino da Casa Branca revelou sua estratégia tarifária, no que chamou de 'Dia da Libertação'.
Na quinta-feira passada, o BCE anunciou sua decisão de reduzir as taxas de juros em 25 pontos-base, levando a taxa da facilidade de depósito para 2,25%, a taxa das operações principais de refinanciamento para 2,40% e a da facilidade de empréstimo para 2,65%, embora a instituição emissora tenha alertado então que as tensões comerciais afetarão negativamente as previsões econômicas para a zona do euro.
Nesse sentido, durante a coletiva de imprensa após o anúncio da decisão do BCE, Christine Lagarde enfatizou que, embora a instituição não esteja fixada em nenhuma taxa de câmbio específica, ela apontou que a crescente turbulência no comércio mundial está aumentando a incerteza sobre as perspectivas de inflação na zona do euro, acrescentando que a queda nos preços da energia e a valorização do euro poderiam pressionar a inflação para baixo.
Por sua vez, o presidente dos EUA atacou no mesmo dia o formulador de políticas monetárias dos EUA, dizendo nas mídias sociais que Jerome Powell "é sempre TARDE DEMAIS E ERRADO", acrescentando que "a demissão de Powell não pode esperar!".
Um dia depois, a Casa Branca também reconheceu que está considerando a remoção de Powell do cargo de presidente do Federal Reserve (Fed) dos EUA.
"O presidente e sua equipe continuam a estudar essa questão", disse o assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett, aos repórteres, sem dar mais detalhes.
O mandato de Jerome Powell como presidente do banco central dos EUA vai até maio de 2026, enquanto seu mandato como governador vai até fevereiro de 2028.
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