Publicado 07/04/2025 10:24

Von der Leyen oferece aos EUA a redução das tarifas a zero somente para produtos industriais

HANDOUT - 03 de abril de 2025, Uzbequistão, Samarkand: A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, fala à imprensa sobre a marginalidade de uma cúpula da UE com líderes da Ásia Central. Foto: Dati Bendo/Comissão Europeia/dpa - ATENÇÃO: soment
Dati Bendo/European Commission/d / DPA

BRUXELAS 7 abr. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse nesta segunda-feira que a União Europeia ainda está disposta a negociar uma saída para a crise com os Estados Unidos sobre a imposição de tarifas de 20% sobre todos os produtos, oferecendo a Washington a redução a zero das taxas sobre produtos industriais.

"Estamos prontos para negociar com os Estados Unidos. Na verdade, oferecemos tarifas zero por zero sobre produtos industriais, como fizemos com sucesso com muitos outros parceiros comerciais", disse o presidente da UE em declarações ao lado do primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Store, após sua reunião em Bruxelas.

Fontes da UE explicaram que essa oferta foi feita pelo Comissário para Comércio e Segurança Econômica, Maros Sefcovic, no contexto de seus últimos contatos com seus homólogos americanos, o Secretário de Comércio, Howard Lutnick, e o oficial de comércio da Administração Trump, Jamieson L. Gree, com quem ele realizou uma videoconferência de duas horas na última sexta-feira e a quem ele havia visitado dias antes em uma viagem de 24 horas para tentar, sem sucesso, neutralizar a ofensiva tarifária.

Questionada pela imprensa, a conservadora alemã assegurou que uma oferta nesse sentido foi apresentada e reiterada para o setor automotivo, embora tenha explicado que então "não houve uma resposta adequada".

TODOS OS INSTRUMENTOS ESTÃO SOBRE A MESA

Von der Leyen enfatizou que "a Europa está sempre pronta para chegar a um bom acordo", embora tenha ressaltado que "todos os instrumentos estão sobre a mesa", incluindo a ferramenta anti-coerção, para responder à crise aberta pelo presidente dos EUA, Donald Trump.

"Todos os instrumentos estão sobre a mesa. Há uma variedade de instrumentos diferentes e temos que ver como as negociações vão se desenrolar e então decidir qual instrumento finalmente usaremos", explicou.

Ele também anunciou a criação de uma força-tarefa para examinar os "efeitos indiretos" das tarifas sobre o desvio de comércio das importações europeias. "Trabalharemos com o setor para garantir que tenhamos a base de evidências necessária para nossas medidas políticas. Manteremos contato próximo para trabalharmos juntos e minimizarmos os efeitos mútuos", argumentou.

Por fim, ela enfatizou a diversificação das relações comerciais e o foco nas "grandes oportunidades" oferecidas pelos 83% restantes do comércio mundial. "É por isso que estamos aprofundando nossas relações com nossos parceiros comerciais", insistiu, dando como exemplo os recentes acordos com o México, Mercosul e Suíça, e apontando para os próximos acordos com a Índia, Tailândia, Malásia, Indonésia "e muitos outros".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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