O presidente da Comissão Europeia argumenta que uma guerra comercial com os EUA só teria sido comemorada "em Moscou e Pequim".
BERLIM, 24 ago. (DPA/EP) -
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu o acordo tarifário alcançado entre a União Europeia e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em 27 de julho, como uma "decisão consciente" em favor da "estabilidade e previsibilidade" contra a "escalada e o confronto".
Von der Leyen, em uma coluna para o jornal alemão 'Frankfurter Allgemeine Zeitung', que será publicada na segunda-feira e cuja prévia foi captada pela DPA, insistiu que esse acordo era uma prioridade, dada a importância dos signatários e a realidade internacional dos blocos.
"Vamos imaginar por um momento que as duas maiores economias do mundo democrático não tivessem chegado a um acordo e começado uma guerra comercial. Isso só teria sido comemorado em Moscou e Pequim", disse ele.
O acordo firmado em Turnberry (Escócia) estabelece tarifas de 15% sobre os produtos europeus e compromete o bloco europeu com investimentos adicionais, além de compras de energia e armas. Na opinião de Von der Leyen, essa porcentagem é mais do que aceitável em troca de evitar medidas de retaliação que teriam prejudicado seriamente a economia europeia.
"Com tarifas recíprocas do nosso lado, correríamos o risco de iniciar uma guerra comercial dispendiosa com consequências negativas para nossos funcionários, consumidores e nossa indústria", justificou ela em meio a críticas às táticas de negociação da Comissão, que dão aos Estados Unidos condições melhores do que as aplicadas às empresas da UE.
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