Publicado 20/01/2026 08:39

Von der Leyen afirma que a UE está "prestes" a fechar acordo comercial com a Índia

Defende o acordo com o Mercosul: “A UE escolhe o comércio justo em vez de tarifas e alianças em vez de isolamento” BRUXELAS 20 jan. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, defendeu nesta terça-feira, no Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça), a ambição da União Europeia de promover acordos comerciais “da América Latina ao Indo-Pacífico” para romper com dependências passadas e, neste contexto, garantiu que o acordo com a Índia está “prestes” a ser concluído.

“Viajarei para a Índia (na próxima semana). Ainda há trabalho a fazer, mas estamos às portas de um acordo comercial histórico. Alguns chamam-no de a mãe de todos os acordos”, defendeu a conservadora alemã, para depois sublinhar que permitirá criar um mercado de 2 mil milhões de pessoas, quase um quarto do PIB mundial.

A chefe do Executivo comunitário valorizou assim a União Europeia como uma das economias “de mais rápido crescimento e mais dinâmicas” do mundo e defendeu que a Europa quer “fazer negócios” com os centros de crescimento e as potências econômicas deste século. “Da América Latina ao Indo-Pacífico e muito além, a Europa sempre escolherá o mundo. E o mundo está preparado para escolher a Europa”, afirmou a presidente da Comissão Europeia, que em seu discurso lembrou que no ano passado o bloco fechou acordos comerciais com o México, a Suíça, a Indonésia e o Mercosul e agora está promovendo outros com a Austrália, a Malásia e os Emirados Árabes, entre outros.

Nesse contexto, a chefe do Executivo comunitário destacou o acordo de livre comércio com o Mercosul, que finalmente pôde ser assinado na semana passada, apesar da rejeição do campo europeu e da oposição de meia dúzia de Estados-membros. O pacto, ainda pendente do processo de ratificação, representa um “grande avanço” após 25 anos de negociações e estabelece uma das maiores áreas de livre comércio do mundo.

“Este acordo envia uma mensagem poderosa ao mundo: que escolhemos o comércio justo em vez de tarifas, alianças em vez de isolamento e sustentabilidade em vez de superexploração”, afirmou Von der Leyen, para quem o acordo também é uma prova de que a UE é “séria” quanto ao objetivo de reduzir os riscos de sua economia e ao compromisso de diversificar suas cadeias de abastecimento. “É por isso que não vamos parar na América Latina”, concluiu.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

Contenido patrocinado