Publicado 16/09/2026 05:07

Von der Leyen adverte Pequim de que utilizará “todas as ferramentas” caso o diálogo não restabeleça o equilíbrio comercial

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, durante sua intervenção nesta quarta-feira no Debate sobre o Estado da União (SOTEU, na sigla em inglês) perante o plenário do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França)
FRED MARVAUX

É anunciada uma Corporação Europeia de Matérias-Primas Críticas para reduzir a dependência da China

BRUXELAS, 16 set. (EUROPA PRESS) -

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, advertiu nesta quarta-feira a China de que a União Europeia está disposta a utilizar “todas as ferramentas” ao seu alcance para reequilibrar relações comerciais que considera “insustentáveis”, depois que o déficit do bloco com o gigante asiático atingiu 1 bilhão de euros por dia.

“Esse diálogo deve produzir resultados. A fraqueza da demanda interna chinesa significa que o país também precisa do nosso mercado europeu. Portanto, é do interesse de ambos trabalharmos juntos para encontrar soluções. Mas quero ser clara: utilizaremos todas as ferramentas à nossa disposição para reequilibrar nossa relação. Palavras são boas, mas ações são melhores”, advertiu durante seu discurso sobre o Estado da União (SOTEU, na sigla em inglês) perante o plenário do Parlamento Europeu em Estrasburgo (França).

A líder alemã afirmou que o desequilíbrio nas trocas comerciais com a China atingiu um “ponto de inflexão” e alertou sobre suas consequências para a indústria europeia, ao considerar que o chamado segundo “choque” chinês “já está aqui” e está se traduzindo em uma pressão crescente sobre as principais regiões manufatureiras do bloco.

“Isso é percebido em nossas comunidades e nas fábricas de toda a União. Está provocando a desindustrialização das principais regiões industriais da Europa. Isso é insustentável”, afirmou a chefe do Executivo comunitário.

Nesse contexto, Von der Leyen anunciou a criação de uma nova Corporação Europeia de Matérias-Primas Críticas para adquirir e armazenar de forma conjunta recursos essenciais, diante da elevada dependência das importações provenientes do gigante asiático.

Especificamente, a presidente da Comissão estimou em mais de 80% a dependência da China para muitas matérias-primas críticas e em 90% para algumas terras raras, ao mesmo tempo em que defendeu a necessidade de os Vinte e Sete coordenarem a aquisição e o acúmulo de reservas diante da competição internacional para diversificar as fontes de abastecimento.

“Continuamos tendo muitas dependências perigosas. Fizemos muito, mas não somos os únicos que tentamos diversificar. Precisamos urgentemente adquirir e acumular reservas. Nenhum país pode fazer isso sozinho; por isso, criaremos uma nova Corporação Europeia de Matérias-Primas Críticas”, anunciou.

O novo órgão ajudará a obter e armazenar os materiais necessários para setores estratégicos como o de veículos elétricos, semicondutores, baterias, tecnologias limpas e defesa — áreas cujo abastecimento Von der Leyen associou não apenas ao futuro da indústria europeia, mas também à “independência” e à “segurança” do bloco.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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