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Pequim publica 'white paper' para "esclarecer os fatos sobre as relações econômicas e comerciais" entre os dois países
MADRID, 9 abr. (EUROPA PRESS TELEVISION) -
O governo chinês ressaltou nesta quarta-feira que tomará medidas "vigorosas" para "salvaguardar seus direitos e interesses" após a entrada em vigor de tarifas de 104% por parte dos Estados Unidos, como já havia anunciado Donald Trump, caso o gigante asiático não retire suas tarifas retaliatórias de 34% às primeiras taxas impostas por Washington.
"O povo chinês não deve ser privado de seu legítimo direito ao desenvolvimento e os interesses de segurança e desenvolvimento da China não devem ser violados", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian, que ressaltou que Pequim "continuará a tomar medidas fortes e firmes para salvaguardar seus legítimos direitos e interesses", segundo o portal de notícias chinês The Paper.
Um porta-voz do Ministério do Comércio da China expressou a "firme rejeição" de Pequim às "medidas unilaterais" e ao "assédio" de Washington, antes de enfatizar que o país "tomou contramedidas para salvaguardar seus direitos e interesses de acordo com os princípios básicos do direito internacional".
Ele enfatizou que "a China não quer travar uma guerra comercial, mas o governo chinês não ficará de braços cruzados vendo os direitos e interesses legítimos do povo chinês serem prejudicados e minados". "Se os Estados Unidos insistirem em aumentar suas restrições econômicas e comerciais, a China tem a vontade firme e os meios abundantes para responder com firmeza e lutar até o fim", advertiu ele, conforme relatado pela agência de notícias chinesa Xinhua.
Pequim publicou um "white paper" sobre as relações econômicas com os Estados Unidos, um documento que, de acordo com o porta-voz, "busca esclarecer os fatos sobre as relações econômicas e comerciais, explicar sistematicamente a política da China sobre as relações econômicas e comerciais EUA-China e mostrar os danos causados pelo unilateralismo e pelo protecionismo".
O documento, publicado pelo Ministério do Comércio em seu site, conclui que "a história tem mostrado que a cooperação entre a China e os Estados Unidos é benéfica para ambos os lados, enquanto o confronto prejudica ambos os lados". "O fortalecimento da cooperação sino-americana atende às expectativas de todo o mundo", argumenta.
"Para que a economia mundial se desenvolva mais rapidamente, é necessário um mercado global aberto, justo, transparente e baseado em regras. Sem a cooperação entre a China e os Estados Unidos, é difícil formar esse mercado global", diz ele, antes de enfatizar que "a China e os Estados Unidos precisam cooperar para estabelecer uma ordem e regras relevantes".
Ele insiste que "não há vencedores em uma guerra comercial e não há como sair do protecionismo". "O sucesso da China e dos Estados Unidos é uma oportunidade para cada um deles, em vez de uma ameaça", enquanto defende que ambas as potências "se encontrem no meio do caminho", com base no "respeito mútuo, coexistência pacífica e cooperação mutuamente benéfica", para "resolver as respectivas preocupações por meio do diálogo", a fim de "promover conjuntamente o desenvolvimento saudável, estável e sustentável das relações econômicas e comerciais bilaterais".
A reação de Pequim veio depois que a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, confirmou que a nova rodada de tarifas sobre a China, elevando o total para 104%, entraria em vigor à meia-noite de terça-feira, assegurando que o presidente dos EUA já havia assinado a ordem executiva de habilitação.
Ele repetiu a crença do líder republicano de que a China "cometeu um erro" ao escolher responder às tarifas dos EUA, mas também que Pequim "quer" e "tem" que chegar a um acordo com Washington. "Quando os Estados Unidos levam um soco, eles revidam com mais força", argumentou ele, antes de afirmar que Trump "acha que (o presidente chinês) Xi (Jinping) e a China querem fazer um acordo". "Eles simplesmente não sabem como começar", disse ele.
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