Eduardo Parra - Europa Press
MADRID 4 jun. (EUROPA PRESS TELEVISÃO) -
A terceira vice-presidente do Governo e ministra da Transição Ecológica e do Desafio Demográfico, Sara Aagesen, exortou o setor empresarial a “não dar passos para trás” e a permanecer firme para aproveitar a “oportunidade” que a Espanha tem de ser “líder” na transição ecológica.
Em sua intervenção na jornada “Líderes Verdes: Empresas na Vanguarda da Transformação Ecológica”, organizada pela Confederação Espanhola de Organizações Empresariais (CEOE), Aagesen destacou que a Espanha possui “talento, recursos, políticas e ambição” para este momento.
A esse respeito, a ministra, que alertou que o impacto das mudanças climáticas “não dá trégua”, defendeu que a solução para isso passa pela “liderança verde”, enquadrando a transição ecológica como uma oportunidade para a reindustrialização, a criação de empregos e a melhoria da saúde pública. “É a primeira vez que falamos de uma reindustrialização na Espanha de mãos dadas com a transição ecológica”, disse ela.
Da mesma forma, ela destacou como essa transição “contribuiu para a Espanha que temos hoje”, com indicadores econômicos mais positivos do que os de outros países, e ressaltou que, por isso, o país “é o lugar para investir”.
Além disso, destacou que a sustentabilidade é “a forma mais competitiva e inovadora” de preparar a economia para o futuro, valorizando iniciativas como o catálogo de “Boas práticas ambientais das empresas espanholas” apresentado pela CEOE, que, segundo ele, permite “compartilhar experiências que já estão funcionando” e "ampliar o que está funcionando em diferentes setores produtivos", consolidando assim o avanço da transformação ecológica na Espanha.
Nesse sentido, ele observou que as empresas que apostam na sustentabilidade estão melhor posicionadas, pois são empresas “mais e melhor preparadas”, ao mesmo tempo em que acrescentou que essa abordagem “é rentável agora e também para o futuro”.
Dessa forma, Aagesen ressaltou que a sustentabilidade é “alavanca de competitividade, economia e resiliência empresarial”, em um contexto marcado por crescentes tensões geopolíticas, pressão sobre as cadeias de valor e uma disputa cada vez maior por recursos estratégicos como água, energia ou matérias-primas.
GARAMENDI VÊ NA TRANSIÇÃO ECOLÓGICA “UMA OPORTUNIDADE HISTÓRICA”.
Por sua vez, o presidente da CEOE, Antonio Garamendi, destacou a evolução do catálogo de boas práticas empresariais, que começou há cinco anos com 45 iniciativas e agora conta com mais de 200, com a participação de mais de 460 empresas, destacando que a sustentabilidade já faz parte “do DNA de todas as empresas”.
Garamendi sublinhou que a transição ecológica “se torna uma oportunidade histórica”, ao melhorar a competitividade, reduzir custos e aumentar a atratividade para os investidores, ao mesmo tempo em que defendeu a necessidade de avançar na “neutralidade tecnológica” e evitar a “hiperregulamentação”.
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