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MADRID 16 abr. (EUROPA PRESS) -
Um júri dos Estados Unidos determinou nesta quarta-feira que a promotora Live Nation e a empresa de venda de ingressos Ticketmaster — ambas com presença também na Espanha — atuaram como um monopólio em seu domínio do setor de eventos ao vivo e da venda de ingressos no país norte-americano.
A decisão foi tomada ao término de uma deliberação prolongada desde a última sexta-feira e após um longo julgamento em um tribunal federal de Nova York, que incluiu o depoimento de altos executivos das indústrias da música e do entretenimento, embora o juiz Arun Subramanian vá agora realizar um segundo julgamento para decidir quais medidas se justificam, incluindo se deve deferir o pedido dos estados de dividir a empresa ou realizar outras mudanças estruturais, como ordenar a venda de negócios, conforme noticiado pela CNN.
Especificamente, o júri determinou que a Ticketmaster cobrou dos estados demandantes US$ 1,72 (€ 1,46) a mais por ingresso, aproximadamente o valor que os estados haviam estimado. No entanto, o valor total da indenização ou da multa imposta às empresas será decisão final do juiz.
Por sua vez, a promotora Live Nation rejeitou o veredicto em um comunicado no qual indicou que planeja recorrer de “qualquer decisão desfavorável” nas moções pendentes.
“O veredicto do júri não é a palavra final nesta questão. As moções pendentes determinarão se as decisões sobre responsabilidade e indenização serão mantidas”, diz o texto.
A decisão foi, no entanto, comemorada pelas procuradoras-gerais de Nova York, Letitia James, e da Califórnia, Rob Bonta, ambas democratas. “Hoje é uma verdadeira vitória, não apenas para as procuradoras-gerais, mas principalmente para os fãs, os consumidores e o Estado de Direito”, destacou a nova-iorquina nas redes sociais.
"(O veredicto) é de vital importância porque a Live Nation e sua subsidiária Ticketmaster exerceram um monopólio centrado principalmente na venda de ingressos, na promoção, na propriedade de um número significativo de locais e no marketing", afirmou ela, anunciando que seu gabinete tentará obter uma decisão de "desinvestimento para separar essas duas empresas".
O procurador da Califórnia, por sua vez, comemorou também nas redes sociais que a decisão do júri representa “uma vitória histórica e contundente para os artistas, os fãs e as casas de espetáculos que os apoiam”.
“Diante da redução das medidas antitruste por parte do governo (de Donald) Trump, este veredicto demonstra até onde os estados podem ir para proteger nossos residentes das grandes empresas que usam seu poder para aumentar os preços ilegalmente e enganar os americanos”, afirmou em um comunicado da Promotoria que dirige, no qual se mostrou “orgulhoso” da “coalizão formada tanto por estados republicanos quanto democratas, que entenderam que devíamos nos unir para proteger nossos consumidores, nossas empresas e as economias estaduais da conduta ilegal da Live Nation”.
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