Publicado 03/06/2025 03:45

UE restringirá o acesso dos fabricantes chineses a contratos públicos para dispositivos médicos

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GVA - Arquivo

BRUXELAS 3 jun. (EUROPA PRESS) -

A União Europeia deverá restringir os fabricantes chineses de concorrer a contratos públicos para a produção de dispositivos médicos no mercado europeu, uma medida apoiada pela UE-27 em retaliação à discriminação enfrentada pelas empresas europeias do setor no país asiático.

A Comissão Europeia apresentou os detalhes de sua proposta aos especialistas dos Estados Membros na segunda-feira e, depois de receber o sinal verde, só falta que a medida seja formalmente adotada pelo Colégio de Comissários para sua posterior entrada em vigor, explicaram fontes européias à Europa Press.

A retaliação projetada pelo executivo da UE, que atua em nome da UE-27 na política comercial, faz parte do Instrumento Europeu para Compras Públicas Internacionais (IPI), que estabelece critérios de proporcionalidade para evitar que a intervenção se transforme em um veto total contra qualquer terceiro país.

Esse instrumento prevê duas respostas possíveis: um "ajuste" da pontuação dada às propostas apresentadas pelas operadoras chinesas ou a exclusão dessas operadoras das licitações quando os contratos em questão excederem 5 milhões de euros. Enquanto se aguarda a escolha dos serviços comunitários nesse caso, seu impacto será equivalente ao dos europeus no mercado chinês.

Em janeiro passado, Bruxelas anunciou que estava considerando medidas para responder à restrição "injusta e discriminatória" de Pequim ao acesso europeu às suas licitações. O aviso foi o resultado de meses de investigação no âmbito do novo IPI, mas nos últimos seis meses os serviços da UE tentaram, sem sucesso, chegar a uma solução em diálogo com as autoridades chinesas.

O comissário de comércio, Maros Sefcovic, disse na época que Bruxelas deseja "relações comerciais abertas, justas e mutuamente benéficas com a China", mas também deixou claro que a abertura do mercado, inclusive em compras públicas, deve ser "recíproca".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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