Publicado 05/03/2026 10:24

A UE registra um número recorde de alertas sobre produtos perigosos, quase metade dos quais provenientes da China.

Archivo - Arquivo - Teste para avaliar a segurança dos produtos comercializados na UE, realizado no laboratório SGS.
LUKASZ KOBUS / EUROPEAN UNION - Arquivo

BRUXELAS 5 mar. (EUROPA PRESS) - A Comissão Europeia registrou 4.671 alertas por produtos não alimentares perigosos em 2025, o número mais alto desde a criação do sistema europeu de alerta rápido em 2003, de acordo com o relatório anual apresentado nesta quinta-feira, que também indica que 43% dos produtos detectados eram de origem chinesa.

O documento indica que o número de notificações aumentou 13% em relação a 2024 e mais do que duplicou em comparação com 2022, enquanto as autoridades nacionais adotaram 5.794 medidas de acompanhamento, 35% a mais que no ano anterior, para retirar ou restringir a venda de produtos perigosos. “Os bens de consumo fazem parte da nossa vida cotidiana. Venham de onde vierem e seja qual for a sua finalidade, devem ser seguros para a nossa saúde e para o meio ambiente”, afirmou o comissário para a Democracia, Justiça, Estado de Direito e Proteção do Consumidor, Michael McGrath, em conferência de imprensa.

Quanto à origem dos artigos detetados, McGrath salientou que quase três quartos dos produtos perigosos provinham de fora da UE e que 43% dos alertas correspondiam a artigos fabricados na China, o que levou Bruxelas a reforçar a cooperação com as autoridades do país asiático para garantir o cumprimento das normas de segurança europeias.

“Esperamos que, quando os produtos são enviados para a União Europeia e os consumidores os compram aqui, nossas normas sejam respeitadas e cumpridas”, afirmou, ao mesmo tempo em que alertou que, quando um artigo perigoso fabricado na China é detectado, as autoridades devem “rastrear sua origem, identificar o vendedor ou o fabricante e garantir que ele seja retirado do sistema”.

Quanto à distribuição das notificações dentro da UE, a Itália foi novamente o país que registrou mais alertas, seguido pela Alemanha e França, de acordo com os dados do relatório, que reúne os avisos enviados pelos organismos nacionais de vigilância do mercado ao sistema europeu de alerta rápido.

COSMÉTICOS E BRINQUEDOS, OS PRODUTOS MAIS NOTIFICADOS Os cosméticos foram o tipo de produto perigoso mais frequentemente notificado em 2025, com 36% do total de alertas, seguidos por brinquedos (16%) e aparelhos e equipamentos elétricos (11%).

O principal motivo de alerta foram os riscos para a saúde decorrentes de substâncias químicas perigosas, que representaram mais da metade das notificações (53%), à frente do risco de lesões (14%) e de asfixia (9%).

No caso dos cosméticos, quase oito em cada dez alertas estavam relacionados com a presença de BMHCA, uma fragrância sintética proibida que pode causar irritação cutânea e afetar o sistema reprodutor.

As autoridades também notificaram pela primeira vez esmaltes de unhas com TPO, uma substância proibida desde 2025 devido aos seus possíveis riscos para a saúde pré-natal e por provocar reações alérgicas.

RETIRADAS DO MERCADO E VIGILÂNCIA ONLINE As autoridades nacionais adotaram 5.794 ações de acompanhamento após os alertas registrados, que incluíram retirar produtos do mercado, detê-los nas fronteiras, ordenar sua remoção de plataformas de comércio eletrônico ou exigir sua recuperação dos consumidores.

Segundo explicou o comissário, o sistema permite que “um único alerta possa proteger centenas ou mesmo milhares de consumidores”, uma vez que as informações são compartilhadas imediatamente entre as autoridades de vigilância de toda a UE e do Espaço Econômico Europeu.

O relatório também destaca o impacto do crescimento do comércio eletrônico, com mais de 15 milhões de pequenas encomendas a entrar diariamente na União Europeia, um número que continua a aumentar.

NOVAS NORMAS DE SEGURANÇA A Comissão destaca que a UE reforçou recentemente a sua legislação em matéria de segurança dos produtos, e o novo regulamento obriga agora os mercados online que operam na UE a registarem-se no portal Safety Gate e a designarem um ponto de contacto único.

Para os próximos meses, Bruxelas prepara novas inspeções coordenadas online para verificar o cumprimento das normas europeias de segurança e prevê atualizar as regras de vigilância do mercado na futura Lei Europeia dos Produtos, prevista para o final deste ano.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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