Publicado 24/06/2026 06:04

A UE reforça a proteção no trabalho contra substâncias cancerígenas

Archivo - Arquivo - Bandeiras da União Europeia (Arquivo)
NICOLAS MAETERLINCK / BELGA PRESS / CONTACTOPHOTO

BRUXELAS 24 jun. (EUROPA PRESS) -

O Parlamento Europeu e o Conselho (governos) chegaram nesta quarta-feira a um acordo provisório para reforçar a proteção dos trabalhadores contra a exposição a várias substâncias cancerígenas e outros produtos químicos perigosos utilizados em setores como a fabricação de baterias, a siderurgia, a indústria química e a têxtil.

O acordo introduz novos limites de exposição profissional para várias dessas substâncias e reforça as medidas de prevenção no local de trabalho, mudanças com as quais as instituições europeias estimam que seja possível evitar cerca de 1.700 casos de câncer de pulmão e cerca de 19.000 doenças ocupacionais nos próximos 40 anos.

Especificamente, o acordo estabelece novos valores-limite para o cobalto e seus compostos inorgânicos, utilizados principalmente na produção de baterias, bem como para os hidrocarbonetos aromáticos policíclicos, presentes em atividades como a siderurgia e a produção de ferro e alumínio.

Também estabelece restrições para o 1,4-dioxano, uma substância utilizada na indústria química e têxtil, e incorpora, pela primeira vez, um limite de exposição profissional de longa duração para o isopreno, também utilizado na indústria química e na fabricação de borracha, cuja exposição pode causar irritações nas vias respiratórias e, nos casos mais graves, doenças como câncer de fígado ou anemia, conforme explica o Parlamento Europeu.

REFORÇO DA PROTEÇÃO PARA PROFISSÕES DE RISCO

O acordo inclui, além disso, disposições mais precisas sobre o uso de equipamentos de proteção individual, entre eles os dispositivos de proteção respiratória, e reconhece o direito dos trabalhadores de fazer pausas periódicas em espaços livres de contaminação.

Além disso, o acordo destaca grupos especialmente expostos a substâncias perigosas, como os profissionais de saúde que lidam com medicamentos perigosos — para os quais ressalta a necessidade de treinamento adequado —, ou os bombeiros e outros membros dos serviços de emergência, para os quais exige medidas adicionais de proteção.

Os co-legisladores também solicitam à Comissão Europeia que continue avaliando as evidências científicas disponíveis sobre as emissões dos motores de aeronaves, que contêm diversas substâncias cancerígenas, com vistas a uma futura atualização da regulamentação.

O acordo, que deverá ser aprovado formalmente por ambas as instituições, inclui igualmente uma referência expressa ao apoio que os Estados-Membros deverão prestar às pequenas e médias empresas para facilitar sua adaptação às novas exigências.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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