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BRUXELAS 30 abr. (EUROPA PRESS) -
A Comissão Europeia instou nesta quinta-feira os países da UE a se prepararem para possíveis tensões no abastecimento de querosene caso o bloqueio do Estreito de Ormuz se prolongue, embora insista que, por enquanto, não há escassez de combustível.
Isso foi constatado nas reuniões do Grupo de Coordenação do Petróleo e do Grupo de Trabalho de Segurança da União da Energia, nas quais especialistas da Comissão, dos Estados-Membros, da indústria, da Agência Internacional de Energia e da OTAN analisaram a evolução do fluxo de gás e petróleo na Europa.
No caso do gás, os participantes confirmaram que a segurança do abastecimento permanece “praticamente inalterada”, em linha com as conclusões da semana passada, enquanto o reabastecimento das reservas continua.
Por outro lado, observam que, no mercado do petróleo e seus derivados, o querosene se tornou o “principal foco de atenção”. Embora o mercado tenha conseguido lidar com a escassez, os estoques comerciais estão diminuindo devido ao prolongado fechamento do Estreito de Ormuz.
Tanto o Grupo de Coordenação do Petróleo quanto o de Segurança da União da Energia alertaram que “a UE deve começar a se preparar para as possíveis consequências caso a situação se prolongue além do final de maio”.
Embora a UE disponha de reservas de emergência que podem ser liberadas caso seja necessário, os participantes destacaram a importância de coordenar essas medidas em nível europeu e de complementá-las com ações do lado da demanda para garantir sua eficácia.
Os especialistas destacaram ainda a utilidade do intercâmbio de informações nesses fóruns para acompanhar a evolução do mercado energético em um contexto de incerteza.
Por sua vez, a Comissão continuará avaliando o impacto do conflito no Oriente Médio sobre o abastecimento energético na Europa e apoiando uma resposta coordenada quando necessário, em contato com os Estados-Membros, a AIE e os agentes do mercado, conforme afirmou o Executivo comunitário.
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