O acordo une quase 800 milhões de pessoas e 20% do PIB mundial MADRID 17 jan. (EUROPA PRESS) - Representantes da União Europeia e do Mercosul reuniram-se neste sábado em Assunção para assinar o tratado de livre comércio, com a notável ausência de um dos principais impulsionadores do acordo, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva.
O presidente do Paraguai, Santiago Peña, destacou o trabalho de Lula para fechar o acordo. “Lula foi um dos principais impulsionadores desse processo. Em seu nome, saúdo todos os líderes e visionários do Mercosul que apostaram na integração no século XXI”, afirmou Peña em seu discurso como presidente pro tempore do bloco do Mercosul.
O mandatário paraguaio também mencionou o trabalho da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, para a assinatura deste acordo “histórico”. “É um dia que marca um marco ao unir duas das regiões e mercados mais importantes do mundo, como são a Europa e a América do Sul”, destacou, ao mesmo tempo em que mencionou que ambos os blocos somam cerca de 800 milhões de habitantes.
“Trabalhemos hoje juntos para construir uma nova irmandade, europeia e americana”, acrescentou Peña, que valorizou a aposta no multilateralismo para superar as “trevas primitivas” do unilateralismo, citando uma lenda sobre a origem do mundo segundo a mitologia guarani.
Em seguida, Von der Leyen tomou a palavra para destacar a importância de um acordo que significa “optar pela cooperação em vez da divisão”. “Os países da América Latina rejeitaram a rivalidade e reafirmaram a democracia, unindo os povos através das fronteiras e dos rios”, afirmou.
Von der Leyen lembrou que a UE e o Mercosul somam “quase 20% do PIB global”. “Este acordo envia uma mensagem muito poderosa ao mundo. Reflete uma escolha clara e deliberada”, explicou. “O acordo com o Mercosul é a conquista de uma geração para o benefício das próximas gerações. Vida longa à amizade entre nossos povos e entre nossos países", reiterou. ACORDO UE-MERCOSUL COMO PONTO DE PARTIDA
Por sua vez, o presidente da Argentina, Javier Milei, advertiu que a assinatura do acordo de livre comércio “não constitui um ponto de chegada”, mas “é um ponto de partida dentro de um amplo plano de vinculação econômica com diversos atores internacionais”. “Comemoramos ter alcançado um objetivo, mas, acima de tudo, estamos ratificando um rumo. A Argentina escolheu a abertura, a concorrência", destacou. Milei fez uma pausa em seu discurso sobre o acordo UE-Mercosul para pedir a libertação dos "presos políticos" na Venezuela e, em particular, do cidadão argentino Nahuel Gallo. Além disso, valorizou novamente a “decisão e determinação” do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, “nas ações adotadas na Venezuela que resultaram na captura do ditador narcoterrorista Nicolás Maduro”.
Também participaram da reunião em Assunção o presidente do Conselho Europeu, António Costa; o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi; o presidente da Bolívia, Rodrigo Paz; e o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira.
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