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BRUXELAS 13 ago. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia anunciou nesta quinta-feira mais 10,5 milhões de euros em ajuda humanitária para atender à população afetada pelo conflito na Birmânia, elevando para 49,1 milhões o apoio comunitário destinado ao país em 2026, em um momento em que mais de 100 mil pessoas perderam a vida desde o golpe militar de fevereiro de 2021.
Conforme explica a Comissão em um comunicado, os novos recursos permitirão fornecer assistência médica de emergência, alimentos, proteção, abrigo e acesso à água e ao saneamento às pessoas afetadas pela violência, pelas deslocações e por desastres naturais, incluindo as recentes enchentes repentinas registradas em várias regiões do país.
A Comissão Europeia alerta que a Birmânia atravessa uma das “mais graves” crises humanitárias do mundo, com 16,2 milhões de pessoas que atualmente precisam de assistência, contra cerca de um milhão que se encontrava nessa situação há cinco anos.
“A magnitude da crise humanitária na Birmânia mudou a ponto de se tornar irreconhecível nos últimos cinco anos”, lamentou a comissária europeia para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib, que alertou que a população civil vive “com medo diário por suas vidas” em um contexto marcado por “uma economia em queda livre, um sistema de saúde colapsado e uma das piores crises de fome do mundo”.
Além disso, Bruxelas apontou a contaminação por minas terrestres e resíduos explosivos de guerra como um dos principais riscos para os civis, a ponto de a Birmânia liderar a lista mundial de vítimas causadas por esse tipo de artefato.
A ajuda adicional será canalizada por meio dos parceiros humanitários do bloco no local e se soma aos recursos já mobilizados este ano para atender às necessidades decorrentes do conflito e dos deslocamentos populacionais.
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