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BRUXELAS 15 jun. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia destinará até 690 milhões de euros à modernização e ampliação da rede elétrica do Egito, no âmbito de um projeto avaliado em 1,6 bilhão de euros que permitirá integrar até 22 gigawatts (GW) de energias renováveis até 2030.
O financiamento europeu incluirá um empréstimo de 600 milhões de euros do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e até 90 milhões em subsídios da Comissão Europeia.
Segundo Bruxelas, a iniciativa permitirá incorporar capacidade renovável suficiente para abastecer cerca de dez milhões de residências e reforçar a infraestrutura de transmissão elétrica do país.
O projeto, apresentado nesta segunda-feira em Luxemburgo, coincidindo com a reunião do Conselho de Associação entre a UE e o Egito, prevê a modernização de subestações e linhas elétricas nas regiões do Mar Vermelho e do Golfo de Suez, com o objetivo de aumentar a capacidade da rede, reduzir as perdas de energia e melhorar a confiabilidade do abastecimento.
A Comissão Europeia estima ainda que a iniciativa facilitará a integração de 10,4 GW de nova geração renovável e contribuirá para os objetivos estabelecidos pelo Egito para 2040 em matéria de transição energética e redução da dependência dos combustíveis fósseis.
As obras estão previstas a partir de 2027, enquanto os primeiros fluxos de eletricidade provenientes das novas instalações renováveis poderão começar a ser incorporados à rede em 2028, de acordo com as previsões comunitárias.
A iniciativa constitui a primeira operação anunciada no âmbito da Cooperação Transmediterrânea em Energias Renováveis e Tecnologias Limpas (T-MED), um mecanismo de cooperação energética entre a UE e os países parceiros do Mediterrâneo.
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