Publicado 19/08/2026 13:51

Trump revela que os EUA e o Canadá já chegaram a um acordo sobre tarifas, faltando apenas acertar alguns detalhes

Nenhuma das partes revelou ainda o conteúdo do acordo, embora Trump afirme que o Canadá tenha cedido às suas exigências

Archivo - Arquivo - 17 de abril de 2025, Detroit, Michigan, EUA: Placas alertam os motoristas no posto de fronteira da Ponte Ambassador, entre os EUA e o Canadá, em Detroit, Michigan, na quinta-feira, 17 de abril de 2025
Europa Press/Contacto/Dominic Gwinn - Arquivo

MADRID, 19 ago. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que o acordo com o Canadá sobre tarifas está praticamente fechado, “faltando apenas a assinatura dos documentos”, sem revelar os detalhes do mesmo, logo após suspender por três dias a entrada em vigor das tarifas de 50% sobre produtos canadenses para dar continuidade às negociações.

“Ontem à noite tivemos uma conversa muito produtiva com o primeiro-ministro (Mark Carney) e chegamos a um acordo com o Canadá. Como sabem, hoje seriam aplicadas tarifas de 50% ao Canadá, mas ontem eles nos ligaram e nos apresentaram os pontos de que precisávamos. Um acordo muito justo para ambas as partes. Nossos agricultores não terão que pagar tarifas”, afirmou o presidente dos Estados Unidos aos jornalistas durante uma visita às obras da Casa Branca.

Dessa forma, Trump destacou que o Canadá cedeu às exigências dos Estados Unidos, sem revelar quais pontos exatos o acordo inclui, e acusou o país vizinho de cobrar tarifas “excessivas” sobre os produtos norte-americanos.

Da mesma forma, o presidente dos Estados Unidos afirmou que seu governo também implementará medidas solicitadas pela parte canadense, evitando responder a questões específicas, como a redução das taxas sobre automóveis provenientes do Canadá. “Estamos tomando certas medidas. Temos que ceder em alguma coisa”, afirmou.

Anteriormente, Trump e Carney confirmaram, de madrugada, o adiamento de três dias na imposição de tarifas sobre os produtos canadenses, cuja vigência estava prevista para começar nesta mesma quarta-feira. Enquanto o líder norte-americano já dava como certo um acordo que incluía retomar a construção do oleoduto Keystone XL, que ligaria Nebraska (EUA) a Alberta (Canadá), o primeiro-ministro do Canadá afirmava que “ainda há muito trabalho a ser feito”.

As tarifas previstas pelo governo de Trump incluem a imposição de uma tarifa de 50% sobre produtos que vão desde vinho até tacos de hóquei e cimento, bem como sobre o setor automotivo, o que poderia chegar a representar um impacto econômico de 20 bilhões de dólares (17.280 milhões de euros).

O governo norte-americano justificou as tarifas alegando tratamento discriminatório por parte do Canadá em relação a exportações como automóveis, bebidas alcoólicas e laticínios, temas que provavelmente ocuparão grande parte das negociações.

Carney alegou, então, que essa decisão do governo Trump se enquadrava em “uma série de ações comerciais unilaterais dos Estados Unidos” descritas como “medidas e ameaças à soberania canadense”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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