Yuri Gripas - Pool via CNP / Zuma Press / Europa P
MADRID 7 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a insistir que o desempenho da economia americana justifica uma redução nas taxas de juros, embora, desta vez, tenha evitado colocar o presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, na mira, ao ressaltar que “em parte depende dele, mas não totalmente”.
“Não depende totalmente dele”, defendeu Trump durante uma entrevista à ‘Punchbowl News’, divulgada pela Europa Press, na qual o morador da Casa Branca defendeu a figura de Warsh, sobre quem comentou que “é ótimo”. “Não vou criticá-lo”, acrescentou ele, antes de afirmar que o Fed conta com um conselho de administração “muito politizado”.
De qualquer forma, questionado sobre a possibilidade de o banco central americano aumentar as taxas antes das eleições intermediárias, ou “midterms”, que serão realizadas em novembro, Trump reiterou sua opinião de que os EUA deveriam ter a taxa de juros mais baixa do mundo.
Nesse sentido, ele defendeu que, “nos velhos tempos”, quando eram anunciados bons resultados, as taxas de juros caíam porque o crédito melhorava, ao mesmo tempo em que lamentou que “agora tudo é diferente”.
“Se você anunciar resultados excelentes, todo mundo fica desanimado porque acha que o que você vai fazer é aumentar as taxas de juros, mas nos velhos tempos, quando você anunciava resultados excelentes, as taxas de juros caíam”, comentou.
Em sua reunião no final de julho, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Federal Reserve dos Estados Unidos (Fed) decidiu, pela quinta vez consecutiva, manter as taxas de juros na faixa-alvo de 3,50% a 3,75%, embora três de seus nove membros tenham votado a favor de aumentar a taxa de juros em um quarto de ponto.
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