Europa Press/Contacto/Al Drago - Pool via CNP
MADRI, 30 ago. (EUROPA PRESS) -
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste domingo que destinará parte do petróleo que será extraído na Venezuela, em virtude do recente acordo firmado com o governo venezuelano, que prevê o acesso a um quinto das reservas petrolíferas do país caribenho.
“Uma das coisas que vou fazer com o petróleo venezuelano é reabastecer a Reserva Estratégica Nacional, que, por culpa do ‘Dormilão’ Joe Biden, está praticamente vazia”, explicou Trump nas redes sociais.
“O processo para reabastecê-la começará muito em breve e é um presente da Venezuela ao povo dos Estados Unidos. Obrigado!”, acrescentou o presidente dos Estados Unidos.
Os Estados Unidos terão o controle majoritário de mais de 65 bilhões de barris das reservas comprovadas de petróleo na Venezuela, um quinto do total, conforme anunciado por Trump.
Além disso, esse acordo não terá custo para o contribuinte americano, já que os Estados Unidos arcariam apenas com o investimento necessário para implantar a infraestrutura de extração, às custas das petrolíferas norte-americanas.
Vale lembrar que o anúncio de Trump ocorre em plena guerra com o Irã, um conflito que esgotou a Reserva Estratégica de Petróleo dos Estados Unidos, que se encontra em aproximadamente 41% de sua capacidade, seu nível mais baixo em mais de quatro décadas. O preço médio da gasolina comum ficou em 4,09 dólares por galão na quinta-feira, um aumento de mais de um terço desde o início do conflito.
A Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, estimadas em mais de 300 bilhões de barris, superando assim seu principal concorrente, a Arábia Saudita. Os Estados Unidos, por sua vez, possuem reservas certificadas de cerca de 38 bilhões de barris.
Ao contrário de outras partes do mundo, onde os geólogos precisam procurar petróleo ainda não explorado, as reservas no subsolo venezuelano estão, em grande parte, mapeadas e conhecidas, segundo os especialistas. No entanto, devido à enorme deterioração da infraestrutura, o país produz apenas cerca de 1% do petróleo mundial, um problema que pode custar caro a Washington no longo prazo.
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