Publicado 10/10/2025 12:45

Trump ameaça a China com tarifas pesadas e cancela reunião com Xi Jinping devido à hostilidade comercial

Archivo - Arquivo - Ex-presidente dos EUA, Donald Trump
ERIN SCHAFF / ZUMA PRESS / CONTACTOPHOTO - Arquivo

MADRID 10 out. (EUROPA PRESS) -

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor um aumento "maciço" nas tarifas sobre os produtos chineses que entram nos EUA em resposta às recentes ações de Pequim, incluindo o aumento dos controles sobre a exportação de terras raras, que o ocupante da Casa Branca descreveu como "muito hostil", questionando até mesmo a oportunidade de se reunir no final do mês com o presidente chinês Xi Jinping.

No TruthSocial, o presidente dos EUA disse que "há coisas muito estranhas acontecendo na China!" depois que o gigante asiático anunciou sua intenção de impor controles de exportação sobre todos os itens de produção relacionados a terras raras, "e praticamente qualquer outra coisa que eles possam imaginar, mesmo que não seja fabricada na China".

"Eles estão se tornando muito hostis", acusou Trump, indicando que Pequim está enviando cartas a países de todo o mundo para detalhar os itens afetados, algo que, para o líder norte-americano, congestionaria os mercados e dificultaria a vida de praticamente todos os países do mundo, especialmente a China.

"Outros países entraram em contato conosco, indignados com essa grande hostilidade comercial, que surgiu do nada", assegurou Trump, ressaltando que a relação entre EUA e China nos últimos seis meses "foi muito boa", o que, em sua opinião, torna essa decisão comercial "ainda mais surpreendente".

"Não se deve permitir que a China mantenha o mundo 'cativo', mas esse parece ter sido seu plano durante algum tempo", destacou o presidente dos EUA em referência às manobras de Pequim com relação às terras raras e outros elementos que a China acumulou "até conseguir uma espécie de monopólio, uma manobra bastante sinistra e hostil, para dizer o mínimo".

Nesse sentido, Trump não hesitou em advertir que os Estados Unidos também têm "posições de monopólio", muito mais fortes e de maior alcance do que as da China. "Eu simplesmente não optei por usá-las; nunca tive um motivo para fazê-lo, ATÉ AGORA!

Assim, dependendo do que a China disser sobre a "ordem" hostil que acaba de impor, Trump alertou que, como presidente dos EUA, será forçado a combater sua ação, observando que "para cada elemento que eles conseguiram monopolizar, nós temos dois".

"Nunca pensei que chegaria a esse ponto, mas talvez, como em tudo, tenha chegado a hora", disse ele, acrescentando que uma das políticas que estão sendo consideradas no momento é um "aumento maciço das tarifas" sobre os produtos chineses que entram no mercado dos EUA, embora ele tenha assegurado que "há muitas outras contramedidas que também estão sendo seriamente consideradas".

"Em última análise, embora potencialmente doloroso, será algo muito positivo para os Estados Unidos", disse ele.

Por outro lado, Donald Trump indicou que, apesar de ter planejado se reunir com o presidente da China, Xi Jinping, em duas semanas, durante a cúpula da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (APEC), a ser realizada entre 31 de outubro e 1º de novembro, "agora parece não haver razão para fazê-lo".

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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