Publicado 31/08/2026 14:02

Tim Cook se despede da direção da Apple com “enorme confiança” em seu sucessor, John Ternus

Archivo - Arquivo - O novo CEO da Apple, John Ternus, ao lado de Tim Cook.
APPLE. - Arquivo

MADRID 31 ago. (EUROPA PRESS) -

O diretor executivo da Apple, Tim Cook, enviou a todos os funcionários uma carta de despedida em seu último dia à frente da empresa, na qual agradeceu a todos pela dedicação e demonstrou sua “enorme confiança” em John Ternus, que o substituirá a partir de 1º de setembro.

“Vou sentir falta de liderá-los e acompanhá-los a cada passo, embora me reconforte enormemente passar o bastão para alguém tão brilhante, maravilhoso e capaz quanto John. Poucas pessoas entendem o que é necessário para criar produtos que mudem o mundo como John entende, e estou extremamente entusiasmado com sua liderança”, diz o comunicado, divulgado pela ‘Bloomberg’.

Tim Cook assumiu o cargo de diretor executivo da Apple em 24 de agosto de 2011, sucedendo ao próprio fundador da empresa, Steve Jobs, e foi ele quem levou o iPhone — o produto-estrela da empresa — aos bolsos de milhões de pessoas.

Desde que assumiu a presidência, a Apple multiplicou por mais de 13 sua capitalização de mercado, passando de cerca de 348 bilhões de dólares (320 bilhões de euros) para cerca de 4,54 trilhões de dólares (4,17 trilhões de euros).

“A verdade é que, seja o que for que se possa dizer sobre o meu sucesso, sei que tudo se deve a vocês. Vocês tiraram o melhor de mim. Em toda a minha vida, nunca tinha visto nem trabalhado com uma equipe tão extraordinária, e a cada dia tenho a oportunidade de testemunhar mais exemplos disso”, afirmou Cook ao se referir à equipe da Apple.

A Apple tem sido uma das principais empresas deste século, faz parte das “7 magníficas” e é a segunda empresa com maior capitalização de mercado do mundo, com cerca de 4,5 trilhões de dólares americanos (cerca de 3,91 trilhões de euros à taxa de câmbio atual).

Em 20 de abril, a Apple anunciou o fim do mandato de Cook, que deixará o cargo nesta terça-feira, 1º de setembro, e passará a ser presidente executivo. Ternus, nomeado como seu sucessor, enfrentará uma nova era da IA e novos desafios geopolíticos, como tarifas e guerras comerciais.

“Juntos, criamos algo muito maior do que qualquer um de nós poderia ter imaginado ou alcançado sozinho. E esse é o segredo do nosso sucesso. Tiramos o melhor de cada um. Apoiamos uns aos outros. Conseguimos deixar nossa marca no universo, como Steve Jobs descreveu certa vez, graças a quem somos, ao que acreditamos, aos nossos valores e à nossa visão de mundo”, destacou Cook.

LEGADO

Cook concentrou sua estratégia no smartphone como a principal interface entre as pessoas e o mundo digital. Esse produto tem sido aprimorado continuamente e vendido em todo o mundo, de modo que a era de Cook se concentrou mais nas melhorias dos produtos projetados na era de Steve Jobs — como os computadores Mac, o iPhone, o iPad e a App Store— do que na criação de produtos revolucionários, como foi o próprio iPhone em sua época.

Outros produtos criados pela Apple durante a gestão de Cook, como os relógios Apple Watch e os AirPods, contribuíram para a empresa, mas não constituíram a linha principal de negócios, já que todos esses produtos funcionaram como acessórios dos smartphones.

Além disso, o diretor executivo apostou na globalização, fabricando seus produtos na China e, posteriormente, vendendo-os em todo o mundo, o que permitiu que a Apple economizasse em custos de produção e se expandisse com maior facilidade.

Essa estratégia contribuiu para que as ações da Apple fossem negociadas em torno de 310 dólares (285 euros), em comparação com os 11,25 dólares por ação (10,35 euros) que valiam em 2011.

A gigante da tecnologia obteve um lucro líquido recorde de 29.789 milhões de dólares (26.112 milhões de euros) entre os meses de abril e junho, terceiro trimestre fiscal da empresa, o que representa um aumento de 27% em comparação com os lucros registrados pela multinacional no mesmo período do exercício anterior.

O FUTURO DA TERNUS

O novo CEO da Apple, até então vice-presidente sênior de Engenharia de Hardware e executivo com 25 anos de carreira na empresa, deverá manter o foco na IA, que está transformando o mercado a um ritmo sem precedentes.

Desde o início da era da inteligência artificial, com o lançamento do ChatGPT em 2022, a resposta da Apple “tem sido morna” e agora “depende da família Gemini do Google”, conforme apontado pela revista The Economist.

Especificamente, a Apple tem sido vista como mais lenta do que rivais como Microsoft, Google e Meta na corrida pela IA. O modelo tecnológico da Apple, o Siri, que utiliza tecnologia do Google, não convenceu os usuários como assistente de IA.

Em suas respostas recentes, a Apple integrou o chatbot da OpenAI, o ChatGPT, e a ferramenta Visual Intelligence ao seu assistente virtual Siri, como parte das novidades impulsionadas pela inteligência artificial do Apple Intelligence, embora essa tecnologia tenha gerado dúvidas quanto à privacidade dos usuários.

Agora, com o avanço da IA, a Ternus deverá decidir se mantém o modelo de negócios da Apple, tornando seus dispositivos a principal porta de acesso a essa tecnologia, ou se aposta em revolucionar o mercado com produtos projetados para se integrar de maneira diferente à IA. A Meta, por exemplo, já lançou óculos inteligentes com IA, e a Apple poderia seguir um caminho semelhante e mudar o rumo de sua estratégia de produto.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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