MADRID 1 abr. (EUROPA PRESS) -
O setor privado dos Estados Unidos criou 62.000 empregos em março, seguindo uma tendência semelhante à do mês de fevereiro, quando registrou um recorde desde julho de 2025 com 66.000 empregos a mais — após a revisão descrita neste novo relatório —, conforme divulgado nesta quarta-feira pela consultoria ADP.
Tanto o setor de produção de bens quanto o de prestação de serviços seguiram uma tendência semelhante, com um crescimento de 30.000 e 32.000, respectivamente.
Destaca-se a criação de empregos na construção civil, que gerou 30.000 postos de trabalho, em contraste com a perda de 11.000 empregos registrada pelo setor. Por sua vez, o setor de extração de recursos naturais e mineração registrou um aumento de 11.000 contratos assinados.
Na prestação de serviços, o ranking foi liderado pelo setor de educação e serviços de saúde, com 58.000 empregos a mais, e na última posição ficou o setor de comércio, transporte e serviços públicos, com um saldo negativo de 58.000 pessoas a menos trabalhando.
Da mesma forma, aumentaram os dados de emprego na área de serviços de informação (16.000), atividades financeiras (4.000), lazer e hotelaria (7.000), serviços profissionais e empresariais (1.000) e outros serviços (4.000).
As pequenas empresas apresentaram ótimo desempenho no mercado de trabalho, com 85.000 novas contratações; enquanto as médias e grandes empresas eliminaram 20.000 e 4.000 postos de trabalho, respectivamente.
A distribuição geográfica das estatísticas de emprego refletiu uma diferença significativa entre o sul do país, com a criação de 101.000 empregos, e o oeste, com mais 16.000 empregos, e o nordeste, com uma perda de 29.000 postos de trabalho, e o meio-oeste, com 26.000 a menos.
OS SALÁRIOS CRESCEM 4,5%
Os salários dos trabalhadores aumentaram 4,5% em relação ao ano anterior em março, um reajuste salarial que se repete pelo terceiro mês consecutivo. No caso daqueles que mudaram de emprego, o aumento salarial ficou em 6,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior.
Ao contrário do que ocorreu na criação de empregos, as pequenas empresas foram as que menos aumentaram os salários de seus funcionários, com 2,7% para aquelas com 1 a 19 trabalhadores e 4,1% para as empresas com 20 a 49 funcionários. Por outro lado, as grandes empresas, com mais de 500 trabalhadores, chegaram a quase 5% de aumento salarial.
“Em geral, a contratação permanece estável, mas o crescimento do emprego continua favorecendo certos setores, incluindo o da saúde. Em março, esse sólido desempenho foi acompanhado por um aumento nos salários daqueles que mudaram de emprego”, declarou a economista-chefe da ADP, Nela Richardson.
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