Publicado 24/10/2025 09:01

Sete pessoas foram presas e procuradas em vários países, incluindo a Espanha, por fraude de IVA no valor de 48 milhões de euros

BRUXELAS 24 out. (EUROPA PRESS) -

Um total de sete pessoas foram presas em Munique (Alemanha) por participarem de uma rede que supostamente fraudou até 48 milhões de euros em IVA na venda de pequenos dispositivos eletrônicos, como parte de uma operação coordenada pelo Ministério Público Europeu que levou a buscas em sete países europeus, incluindo a Espanha.

Conforme relatado pelo próprio Ministério Público em um comunicado, a operação denominada 'Mela' envolveu mais de 300 agentes das autoridades fiscais e policiais de sete países, incluindo a Guardia Civil, e levou à apreensão de uma grande quantidade de documentos, dispositivos eletrônicos, dinheiro e bens de luxo, como joias, carros e ouro, no valor de 4 milhões de euros.

As investigações foram realizadas na Alemanha, Espanha, República Tcheca, Hungria, Irlanda, Itália, Holanda, Romênia e Reino Unido e descobriram um esquema de empresas de fachada com base no território da UE e do Reino Unido para aplicar um esquema fraudulento de IVA reduzido em dispositivos eletrônicos desde 2018.

De acordo com a investigação, novos telefones celulares e outros produtos eletrônicos pequenos eram vendidos sob o chamado "imposto de margem" para clientes finais e entre empresas de fachada. Isso significa que o revendedor só precisa pagar o IVA sobre a margem de lucro que obtém, e não sobre o preço total de venda do item.

Essa regra só pode ser aplicada a mercadorias revendidas às quais o IVA já tenha sido aplicado, mas, nesse caso, acredita-se que os produtos eram novos, mas foram apresentados como revendidos na documentação, o que permitiu que fossem comercializados como usados a um preço mais baixo, incorrendo em concorrência desleal e na perda de 48 milhões de euros em eventual receita de IVA.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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