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MADRID 12 maio (EUROPA PRESS) -
O Senado dos Estados Unidos votou a favor da confirmação de Kevin Warsh, indicado pelo presidente Donald Trump para liderar o Federal Reserve (Fed), como membro do Conselho de Governadores do banco central, passo prévio para sua nomeação como presidente na própria Câmara Alta dos EUA.
A votação contou com 51 votos a favor e 45 contra, em linha com as maiorias partidárias da Câmara, e apenas o senador John Fetterman, democrata da Pensilvânia, votou contra sua bancada e aprovou Warsh.
Dessa forma, Warsh substituirá Stephen Miran, também indicado pelo presidente dos Estados Unidos, no conselho de administração do banco central. O candidato à presidência do Fed já foi governador do banco central entre os anos de 2006 e 2011.
A partir de agora, o Senado deve votar a favor da nomeação de Warsh como presidente para substituir Jerome Powell, cujo mandato termina neste dia 15 de maio, em uma sessão plenária prevista para os próximos dias, inclusive na próxima quarta-feira.
Powell já adiantou que permanecerá no cargo de governador por enquanto, apesar de deixar a presidência, alegando que se defende dos ataques lançados pela Casa Branca, mais especificamente, até que seja encerrada definitivamente a investigação que o Departamento de Justiça iniciou contra ele, embora a promotora responsável tenha anunciado a suspensão do processo judicial.
Assim, Warsh poderá se deparar com um conselho de administração tenso em um momento muito complexo da economia norte-americana, diante do qual o Fed deverá tomar decisões importantes em matéria de política monetária, com o inquilino da Casa Branca pedindo reduções nas taxas de juros.
A guerra no Oriente Médio impulsionou os preços para cima — a taxa de inflação dos EUA saltou em abril para 3,8%, atingindo o maior nível em quase três anos —, pelo que o controle da inflação se tornará um dos desafios do próximo “guardião do dólar”.
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