Publicado 15/04/2026 13:43

Ribera destaca a falta de apoio das capitais ao imposto sobre as empresas do setor energético solicitado pela Espanha e pela Alemanh

Archivo - Arquivo - A vice-presidente da Comissão Europeia, Teresa Ribera, em coletiva de imprensa em Bruxelas.
EUROPEAN COMMISSION - Arquivo

BRUXELAS 15 abr. (EUROPA PRESS) -

A vice-presidente da Comissão Europeia para a Transição Ecológica, Teresa Ribera, apontou a falta de apoio entre as capitais europeias para levar adiante um imposto sobre os lucros extraordinários das empresas de energia em nível da UE, conforme solicitado recentemente por Espanha, Alemanha, Itália, Áustria e Portugal em uma carta enviada a Bruxelas.

Foi o que ela indicou em declarações à imprensa nesta quarta-feira em Bruxelas, onde reconheceu que existe um debate em aberto sobre essa iniciativa como parte das medidas de resposta à crise energética decorrente da situação no Oriente Médio, embora tenha alertado para as dificuldades em levá-la adiante no contexto atual.

“É preciso analisar”, afirmou Ribera, lembrando que um instrumento de natureza fiscal exigiria unanimidade entre os 27 Estados-membros e que, por enquanto, “não parece contar com esse apoio por parte dos governos”.

Nesse sentido, a vice-presidente explicou que Bruxelas analisa a questão com base na experiência da crise energética de 2022 e avalia se é oportuno facilitar que os países adotem medidas em nível nacional dentro de sua margem fiscal e respeitando o quadro comunitário.

A Comissão estuda essa possibilidade paralelamente à elaboração de seu pacote de resposta à atual crise energética, no qual prevê combinar medidas estruturais com ações de emergência para os setores mais afetados.

“É um pacote bastante equilibrado entre o reforço de medidas estruturais e medidas extraordinárias”, observou Ribera, que insistiu na necessidade de se apoiar em instrumentos já existentes e evitar medidas difíceis de sustentar caso a crise se prolongue.

MEDIDAS PARA REDUZIR A DEPENDÊNCIA ENERGÉTICA

Nesse contexto, a vice-presidente destacou que uma parte importante da resposta passa pela aceleração de medidas já previstas, como a eletrificação, a implantação de redes ou os contratos de longo prazo.

Além disso, ela indicou que Bruxelas estuda possíveis ajustes no atual marco regulatório para proporcionar maior flexibilidade, especialmente em áreas como os auxílios estatais ou os mecanismos ligados ao mercado de CO2, com o objetivo de apoiar os setores mais expostos ao aumento dos preços da energia.

Ribera ressaltou ainda que a crise atual reforça a necessidade de avançar na eficiência energética e na redução do consumo, em linha com as recomendações de organismos internacionais, e defendeu que a contenção e a economia continuam sendo ferramentas fundamentais para enfrentar o aumento dos preços.

A Comissão prevê apresentar este conjunto de propostas aos líderes europeus na próxima semana, na cúpula informal que os reunirá em Chipre, onde será debatida a resposta coordenada da UE ao impacto do conflito nos mercados energéticos.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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