Publicado 30/04/2026 07:32

Ribera destaca que as “zonas de mercado tensionado” terão “seu lugar” na futura lei europeia da habitação

A vice-presidente executiva para uma Transição Limpa, Justa e Competitiva da Comissão Europeia, Teresa Ribera, ao chegar ao European Pulse Forum 2026, em 10 de abril de 2026, em Barcelona, Catalunha (Espanha). O fórum, organizado pelo jornal dig
David Zorrakino - Europa Press

BRUXELAS 30 abr. (EUROPA PRESS) -

A vice-presidente da Comissão Europeia para a Transição Limpa, Justa e Competitiva, Teresa Ribera, afirmou nesta quinta-feira que a proposta de “zonas de mercado tensionado” terá “seu lugar” na futura regulamentação europeia sobre habitação, em resposta aos pedidos apresentados pelos prefeitos europeus para dispor de mais ferramentas nas cidades com pressão imobiliária.

“Sem dúvida, este é um dos elementos que poderia encontrar seu lugar na futura lei europeia de habitação”, afirmou ao ser questionada sobre a abordagem dos aluguéis de curta duração e sobre a possibilidade de incorporar essa figura na futura legislação comunitária.

Após uma reunião com representantes da aliança “Mayors for Housing”, da qual participou o prefeito de Barcelona, Jaume Collboni, entre outros, Ribera explicou que as zonas sob pressão fazem parte das sugestões apresentadas pelos prefeitos e que “já foram incluídas na comunicação apresentada em dezembro pela Comissão sobre habitação acessível”.

Nesse sentido, ela destacou que Bruxelas estudará “como ajudar por meio de financiamento” ou permitindo a adoção de “medidas legislativas e normas” para disponibilizar mais espaço nas áreas urbanas com maior pressão imobiliária.

A vice-presidente reconheceu que o aluguel de curta duração é “um dos temas mais difíceis”, embora tenha sublinhado que existe “um maior compromisso” dos diversos serviços e direções-gerais da Comissão para abordá-lo no âmbito do futuro ato legislativo que apresentarão este ano.

“É um verdadeiro desafio, porque é preciso abordar muitos elementos muito diferentes se quisermos ter uma abordagem coerente na questão da habitação”, assinalou a ex-ministra, que defendeu ainda a necessidade de dispor de dados “fiáveis” e “comparáveis” entre os Estados para que as medidas sejam mais eficazes, tanto para os prefeitos quanto para a cidadania.

Quanto ao financiamento, ela defendeu que a resposta europeia deve basear-se nos instrumentos “já existentes” no orçamento comunitário, com fundos “já mobilizados” e outros que podem ser ativados no âmbito de ferramentas como a política de coesão ou o mecanismo “Next Generation EU”.

No entanto, alertou que qualquer avanço nessa área estará condicionado pelo “contexto fiscal e pela margem orçamentária dos Estados-Membros, bem como pelos prazos já estabelecidos em relação aos fundos de recuperação e pelos debates em curso” sobre o próximo quadro financeiro plurianual.

“Essas medidas não dependem exclusivamente da Comissão”, afirmou, ao mesmo tempo em que destacou que o debate sobre o financiamento da habitação continua em aberto tanto entre os governos quanto no Parlamento Europeu, onde já foram apresentadas iniciativas para reforçar os recursos destinados a essa área.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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