Publicado 27/10/2025 13:39

A República Dominicana fortalece sua posição como o "centro logístico" da América Latina graças aos EUA

O Ministro da Indústria, Comércio e Mipymes do país centro-americano, Víctor Bisonó.
GOBIERNO DE REPÚBLICA DOMINICANA

MADRID 27 out. (EUROPA PRESS) -

A República Dominicana está tentando se tornar uma ponte entre os Estados Unidos e a América Latina, estabelecendo-se como um "centro logístico" na região em comparação com outros países vizinhos, como o Panamá, com o objetivo de escapar da imagem internacional de um lugar focado apenas no turismo.

"A República Dominicana não é apenas sol e areia, é muito mais do que isso", enfatizou o ministro da Indústria, Comércio e Mipymes do país centro-americano, Víctor (Ito) Bisonó, em declarações à Europa Press.

O ministro dominicano da Indústria ressalta que "o nearshoring nos dá uma grande vantagem porque os Estados Unidos estão buscando a recomposição logística das cadeias de suprimentos" e o país mais próximo com as melhores instalações "é a República Dominicana".

Bisonó justifica que os portos dominicanos estão a apenas duas horas de distância dos Estados Unidos e que um voo para Miami leva o mesmo tempo. Além disso, o país tem uma população de 11 milhões de pessoas, sendo que metade delas tem menos de 50 anos.

"Temos uma produção estável e reconhecida de grandes marcas de equipamentos médicos e eletrônicos nos Estados Unidos, e somos o país que tem a maior entrega de avaliação para o futuro com semicondutores", diz ele, acrescentando que o país tem projetos ligados a semicondutores em conjunto com a Espanha.

Além dessas vantagens produtivas, "a estabilidade social, política e econômica" da República Dominicana, "mais sólida do que o resto da região", proporciona a segurança jurídica buscada pelas empresas que chegam ao país para investir.

A República Dominicana é um dos poucos países do mundo em que as tarifas impostas pelos Estados Unidos não ultrapassam 10%, embora, como ressalta Bisonó, essa porcentagem seja menor dependendo do caso.

MAIS DE US$ 5.000 MILHÕES EM INVESTIMENTOS EM 2025

O país recebe 30% dos investimentos estrangeiros na América Central e no Caribe e espera fechar o ano corrente com mais de 5 bilhões de dólares (4,297 bilhões de euros), com uma diversificação especial de sua economia para setores que também interessam às empresas espanholas, como energias renováveis, agroindústria e zonas francas.

Durante a Semana Dominicana na Espanha, que será realizada entre segunda-feira 27 e 31 de outubro, uma delegação dominicana composta por autoridades e empresários buscará fortalecer as relações comerciais entre os dois países. "A Espanha é nosso primeiro parceiro comercial na Europa", enfatizou o ministro.

A Espanha é o principal parceiro da República Dominicana na União Europeia. O comércio entre os dois países chegou a US$ 993,35 milhões (853,80 milhões de euros), com rum, cacau cru e charutos como os produtos mais exportados para a Espanha, e gasolina premium, placas esmaltadas e telhas para pavimentação ou revestimento e suco de laranja congelado como as principais importações até setembro deste ano.

Entre os setores mais importantes do país para as empresas espanholas estão a construção, com empresas como a Acciona, que está construindo o aeroporto de Pedernales, serviços com o Grupo Eulen, destilaria com a Ron Barceló - fundada por um espanhol -, seguros com a Mapfre e finanças com o Banco Sabadell.

Da mesma forma, e devido à emigração espanhola para o país, "a maioria das grandes plataformas e lojas de ferragens na República Dominicana é de propriedade de espanhóis de segunda ou terceira geração".

Nesta semana, um dos projetos que eles esperam finalizar é a nova rota entre a República Dominicana e Porto Rico, que será operada pela Baleària. "Na República Dominicana, eles têm todo o apoio e as licenças, e o que resta é a parte de Porto Rico", explicou o ministro.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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