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BRUXELAS 13 jul. (EUROPA PRESS) -
A União Europeia e o Reino Unido concluíram nesta segunda-feira as negociações sobre a participação britânica no empréstimo europeu de 90 bilhões de euros para a Ucrânia, um acordo que permitirá que empresas britânicas concorram a contratos financiados por esse instrumento, em troca de Londres contribuir com os custos decorrentes do financiamento, sem que o acordo preveja uma contribuição direta ao fundo.
Uma medida que, segundo destaca Bruxelas, ampliará o número de fabricantes do setor de defesa aos quais Kiev poderá recorrer para adquirir material militar, reforçando assim suas capacidades diante da agressão russa.
A Comissão Europeia não detalha, no entanto, a que valor ascenderá a contribuição nem esclarece que parcela ela representará em relação ao volume total do empréstimo, limitando-se a indicar que será “justa e proporcional”, em consonância com o valor dos contratos adjudicados a empresas do país.
Bruxelas lembra que, em junho, já desembolsou 7,1 bilhões de euros do empréstimo, dos quais 3,2 bilhões foram destinados a apoio orçamentário e cerca de 3,9 bilhões à defesa, enquanto prevê realizar um novo desembolso para este último item ao longo desta semana.
A UE e o Reino Unido destacam que o acordo reflete seu “compromisso comum” com a Ucrânia e ressalta a estreita interdependência entre as indústrias de defesa britânica e europeia, ao mesmo tempo em que reiteram sua disposição de continuar colaborando com parceiros internacionais para reforçar a resiliência econômica e militar de Kiev.
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