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BRUXELAS 12 fev. (EUROPA PRESS) -
O Ministério Público Europeu (EPPO, na sigla em inglês) investiga supostas irregularidades na venda de 23 edifícios pertencentes à Comissão Europeia ao Estado belga em 2024, conforme confirmaram fontes comunitárias à Europa Press, após buscas policiais realizadas nesta quinta-feira nas instalações da instituição em Bruxelas.
“A Comissão Europeia está comprometida com a transparência e a prestação de contas e cooperará plenamente com o Ministério Público Europeu e as autoridades belgas competentes neste assunto, fornecendo todas as informações e assistência necessárias para garantir uma investigação exaustiva e independente”, disse um porta-voz comunitário à Europa Press.
As mesmas fontes defendem que a Comissão Europeia “seguiu os procedimentos e protocolos estabelecidos” para este tipo de transação e, por isso, confia que a venda investigada “foi realizada de acordo com as normas”, embora tenham evitado dar mais detalhes sobre a investigação em curso.
A Procuradoria Europeia também confirma que estão sendo realizadas “atividades para reunir provas” no âmbito de uma “investigação em andamento”, sem oferecer mais informações sobre o caso, que remonta pelo menos a 2024, quando o Estado belga adquiriu, através do fundo soberano (SFPIM), um total de 23 edifícios comunitários por cerca de 900 milhões de euros.
Os ativos imobiliários em questão, a maioria deles localizados no bairro europeu de Bruxelas, onde se encontram as sedes da Comissão Europeia e de outras instituições como o Conselho ou o Serviço de Ação Externa da UE, somam uma área entre 300.000 e 340.000 metros quadrados de escritórios, de acordo com dados da mídia belga.
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