Publicado 04/05/2026 16:38

O presidente do Eurogrupo pede que não se perca de vista a disciplina fiscal nas medidas contra a crise

Archivo - Arquivo - O ministro das Finanças da Grécia e presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis
ALEXANDROS MICHAILIDIS / EUROPEAN COUNCIL

MADRID 4 maio (EUROPA PRESS) -

O presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, afirmou nesta segunda-feira que as medidas já implementadas pelos diversos países da União Europeia para amenizar os efeitos da crise energética devem ser bem elaboradas com base no equilíbrio fiscal de cada Estado-membro e indicou que devem ser temporárias.

"Agimos de forma coordenada, com um denominador comum, tal como definido pela Comissão (Europeia): essas medidas devem ser temporárias, em consonância com as regras fiscais acordadas e com os objetivos da Transição Verde. Em um contexto de crises sucessivas, manter esse equilíbrio não é fácil, mas é absolutamente necessário”, declarou Pierrakakis em coletiva de imprensa após a reunião com os ministros da Economia e das Finanças da Eurozona (Eurogrupo).

Pierrakakis explicou a importância de “estar preparado” para os “cenários mais difíceis”, diante da ausência, por enquanto, de sinais de uma distensão no Oriente Médio, onde persiste o bloqueio do estreito de Ormuz, que pressiona os preços da energia e as perspectivas de inflação no continente.

Além disso, ele instou a continuar no caminho da independência energética, um processo que pediu para ser acelerado, apesar de ter destacado que a Europa se encontra atualmente em uma posição melhor após ter se desligado, nos últimos anos, da dependência da Rússia.

O presidente do Eurogrupo confirmou a necessidade de consolidar o sistema bancário europeu para avançar rumo a “uma melhor alocação de capital e liquidez, uma maior diversificação do risco e economias de escala”, com o objetivo de posicionar o sistema bancário europeu ao nível de outros sistemas internacionais.

“Nossa resposta deve ser coerente, firme e decisiva, com uma política fiscal responsável, uma transição energética acelerada, maior integração financeira e investimento em inovação e na economia digital. A resiliência que conseguimos construir até agora é a base. O próximo passo é transformar essa resiliência em força, em crescimento, em competitividade, para a Europa, para seus cidadãos”, concluiu.

O comissário europeu para a Economia e a Produtividade, Valdis Dombrovskis, e o diretor-geral do Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEDE), Pierre Gramegna, concordaram com as análises do presidente do Eurogrupo e reiteraram a importância de os países membros manterem suas finanças públicas equilibradas.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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