Publicado 11/06/2026 10:36

O presidente do Eurogrupo considera "plenamente justificada" a flexibilidade fiscal para investimentos no setor energético

Archivo - Arquivo - FOTO DE ARQUIVO - 19 de janeiro de 2026, Bélgica, Bruxelas: O ministro das Finanças da Grécia e presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, fala durante uma coletiva de imprensa após a reunião do Eurogrupo em Bruxelas. Foto: Alexand
Alexandros Michailidis/Eu Counci / DPA - Arquivo

BRUXELAS 11 jun. (EUROPA PRESS) -

O presidente do Eurogrupo, Kyriakos Pierrakakis, defendeu nesta quinta-feira que a proposta da Comissão Europeia para flexibilizar as regras fiscais e facilitar investimentos no setor energético é “plenamente justificada”, ao considerar que a atual crise no Oriente Médio volta a destacar a necessidade de reforçar a segurança energética da União Europeia.

“A proposta da Comissão demonstra que agora estamos realmente nesse ponto”, afirmou ao chegar à reunião dos ministros da Economia e das Finanças da zona do euro em Luxemburgo, ao ser questionado sobre sua mudança de opinião, agora favorável, em relação à proposta do Executivo comunitário, impulsionada principalmente pela Espanha e pela Itália.

Pierrakakis também relacionou essa iniciativa às conclusões apresentadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), cuja diretora-geral, Kristalina Georgieva, participa da reunião do Eurogrupo para avaliar a situação econômica da zona do euro.

“O que nos diz o FMI? Que o impacto da crise foi 12% menor graças aos investimentos em energia realizados desde 2022”, destacou o presidente do fórum de ministros das Finanças, que defendeu que esses dados corroboram a decisão de facilitar novos investimentos nessa área.

A Comissão anunciou na semana passada que permitirá aos Estados-membros solicitar uma ampliação da cláusula de exceção nacional prevista para gastos com defesa, a fim de incluir medidas destinadas a reduzir a dependência de combustíveis fósseis importados e reforçar a segurança energética europeia.

Questionado sobre a situação econômica da zona do euro, o ministro grego garantiu que o bloco demonstrou uma capacidade de resistência “considerável”, apesar da deterioração do contexto internacional, e descartou, por enquanto, um cenário de estagflação.

“A zona do euro tem se mostrado bastante resiliente”, afirmou, antes de esclarecer que, embora existam algumas tendências que apontam nessa direção, “certamente não nos encontramos em um ambiente de estagflação”.

O presidente do Eurogrupo alertou, no entanto, que a crise no Oriente Médio continua afetando famílias e empresas europeias e acarreta riscos para o crescimento econômico. Embora os mercados estejam reagindo com calma, ele advertiu que os desafios decorrentes da situação na região não devem ser subestimados.

Durante a reunião, os ministros debaterão também sobre segurança energética e soberania tecnológica, um tema que Pierrakakis colocou entre as prioridades econômicas da UE, ao considerar que “as economias que liderarão em tecnologia serão as economias que liderarão o crescimento” e que a Europa precisa melhorar sua capacidade de criar e desenvolver “campeões europeus e campeões globais”.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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