Publicado 29/05/2026 07:58

A Polônia recebe o primeiro pagamento do empréstimo SAFE para o seu rearmamento, após contornar o veto do presidente

8 de maio de 2026, Polônia, Varsóvia: Wladyslaw Kosiniak-Kamysz, ministro da Defesa Nacional da Polônia, segura o acordo assinado sobre empréstimos para a defesa no âmbito da Iniciativa de Ação para a Segurança na Europa (SAFE) na Chancelaria do Primeiro-
Roman Koziel/ZUMA Press Wire/dpa

BRUXELAS 29 maio (EUROPA PRESS) -

A Polônia recebeu nesta sexta-feira um primeiro pagamento de 6,6 bilhões de euros no âmbito do programa de financiamento militar da União Europeia SAFE (Ação de Segurança para a Europa, na sigla em inglês), tornando-se assim o primeiro Estado-membro a receber um pagamento por meio desse instrumento.

O anúncio foi feito em uma coletiva de imprensa em Bruxelas pelo porta-voz comunitário para a Defesa e o Espaço, Thomas Regnier, que precisou que o montante recebido representa 15% da dotação total da Polônia, fixada em 43,7 bilhões de euros, a maior entre todos os beneficiários do programa.

Este financiamento, sublinhou Regnier, contribuirá para reforçar tanto a indústria de defesa polonesa quanto a europeia como um todo e para modernizar as capacidades militares do país. A assinatura do empréstimo ocorreu em Varsóvia no último dia 8 de maio, em um evento que contou com a presença do comissário de Defesa, Andrius Kubilius, e do vice-primeiro-ministro polonês, Wladyslaw Kosiniak-Kamysz.

Os empréstimos, financiados por meio do endividamento da UE para serem reembolsados a longo prazo e a baixo custo, foram lançados em maio de 2025 com o objetivo de que os Estados-Membros realizassem aquisições urgentes e em grande escala para reduzir, aumentando “rápida e substancialmente” o investimento militar da Europa e apoiando a reativação da indústria de defesa da UE.

O desembolso ocorre dois meses após as turbulências institucionais que tiveram lugar na Polônia, quando seu presidente, Karol Nawrocki — apoiado pelo partido de extrema direita PiS —, vetou a lei aprovada pelo Parlamento que habilitava o acesso do país aos fundos SAFE.

O chefe de Estado polonês alegou então que seu país nunca deveria assinar uma lei que, em sua opinião, “ataca a soberania, a independência e a segurança econômica e militar” do país. Nawrocki chegou a classificar o programa como “uma tábua de salvação da Alemanha”.

O veto desencadeou uma disputa institucional com o governo liberal do primeiro-ministro Donald Tusk, cujo Executivo respondeu aprovando, em sessão extraordinária do Conselho de Ministros, uma resolução de caráter administrativo destinada a contornar o bloqueio presidencial e canalizar os fundos europeus por meio do Banco Nacional de Economia.

150 BILHÕES PARA 19 PAÍSES

O Executivo comunitário deu, nos últimos meses, luz verde aos empréstimos para a aquisição conjunta de material de defesa de 18 dos 19 países que aderiram ao programa SAFE, sendo a Hungria o único país que ainda não teve seu plano de financiamento aprovado.

Os níveis de financiamento para cada país foram fixados provisoriamente em setembro de 2025, com base nos princípios de solidariedade e transparência. Por exemplo, a Espanha recebeu os 1 bilhão de euros que solicitou, ficando assim na última posição da distribuição, sendo o terceiro país com menor alocação desse fundo, posição que divide com a Finlândia, que também receberá 1 bilhão de euros, e ficando atrás apenas da Dinamarca (46,7 milhões) e da Grécia (787 milhões).

Em contrapartida, a Polônia é o país com a maior alocação (43,7 bilhões), seguida pela Romênia (16,6 bilhões), França (16,2 bilhões), Hungria (16,2 bilhões), Itália (14,9 bilhões), Bélgica (8,3 bilhões), Lituânia (6,3 bilhões), Portugal (5,8 bilhões), Letônia (5,6 bilhões), Estônia (2,6 bilhões), Eslováquia (2,3 bilhões), República Tcheca (2,06 bilhões), Bulgária (3,2 bilhões), Croácia (1,7 bilhão) e Chipre (1,2 bilhão).

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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