Publicado 09/07/2026 14:28

O Parlamento Europeu dá luz verde para negociar com os 27 o euro digital como alternativa de pagamento europeia

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OLRAT/REMITIDA AVA-ASAJA - Arquivo

BRUXELAS 9 jul. (EUROPA PRESS) -

O plenário do Parlamento Europeu deu, nesta quinta-feira, luz verde para o início das negociações com os Estados-membros sobre a criação do euro digital, uma nova forma de dinheiro eletrônico emitida pelo Banco Central Europeu (BCE), com a qual a União Europeia busca oferecer uma alternativa própria para pagamentos eletrônicos e reduzir sua dependência de provedores não europeus, como a Visa ou a Mastercard.

Com 416 votos a favor, 169 contra e 22 abstenções, o Parlamento Europeu aprovou, assim, o início, provavelmente nas próximas semanas, as discussões interinstitucionais sobre a legislação que regulamentará essa nova forma de dinheiro eletrônico, cuja eventual entrada em circulação dependerá posteriormente da decisão a ser tomada pelo BCE.

Os eurodeputados defendem que essa nova ferramenta de pagamento complemente o dinheiro físico e amplie as opções dos cidadãos; por isso, propõem que ela possa ser utilizada tanto com conexão à Internet (“online”) quanto sem ela (“offline”).

A proposta também inclui garantias para proteger a privacidade dos usuários, de modo que as transações possam ser verificadas sem revelar dados pessoais e que essas informações sejam tratadas apenas na medida estritamente necessária para o funcionamento do sistema.

Na prática, a nova moeda seria distribuída por bancos e outros prestadores de serviços de pagamento, incluindo aqueles estabelecidos em Estados-membros que não fazem parte da zona do euro, enquanto a maioria dos estabelecimentos comerciais seria obrigada a aceitá-la. Estariam isentos dessa obrigação os trabalhadores autônomos e as pequenas e microempresas que não aceitem outros meios de pagamento eletrônicos.

Os serviços básicos, como a abertura de uma conta, a custódia e gestão de fundos ou o acesso a um instrumento de pagamento, seriam gratuitos para os cidadãos, embora o Parlamento proponha que os custos assumidos pelos estabelecimentos comerciais não excedam aqueles que já suportam atualmente com outros meios de pagamento eletrônicos.

Além disso, a posição de negociação estabelece um limite para a quantidade de euros digitais que cada usuário poderá manter, a fim de evitar que uma transferência maciça de depósitos possa colocar em risco a estabilidade do sistema financeiro. Além disso, essa nova forma de dinheiro não geraria juros nem poderia ser utilizada como instrumento de poupança alternativo aos depósitos bancários.

Juntamente com o regulamento sobre o euro digital, o Parlamento também iniciará as negociações sobre a proposta para reforçar o acesso e a aceitação do dinheiro em espécie, que obrigaria os países da zona do euro a garantir sua disponibilidade, impedir que os estabelecimentos comerciais recusem pagamentos em dinheiro e supervisionar periodicamente o acesso ao dinheiro em espécie, com atenção especial a grupos vulneráveis, como idosos, pessoas de baixa renda ou aquelas que não têm acesso ao sistema bancário.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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