Publicado 20/05/2026 10:18

O Parlamento Europeu aprova a renovação dos acordos de pesca da UE com as Ilhas Cook e São Tomé

Archivo - Arquivo - Navio da Anamar.
FOE - Arquivo

Os protocolos permitirão que os atuneiros e palangreiros espanhóis operem nas águas do Pacífico e do Golfo da Guiné

BRUXELAS, 20 maio (EUROPA PRESS) -

O Parlamento Europeu aprovou nesta quarta-feira a renovação dos acordos de pesca entre a União Europeia e as Ilhas Cook e São Tomé e Príncipe, protocolos que permitirão manter a atividade dos navios europeus nas águas do Pacífico e do Golfo da Guiné em troca de contribuições financeiras destinadas também a apoiar a gestão sustentável dos recursos marinhos locais.

No caso do acordo com as Ilhas Cook, o Parlamento Europeu aprovou, por 476 votos a favor, 101 contra e 74 abstenções, um protocolo que permitirá, até dezembro de 2032, a atividade de quatro atuneiros de cerco europeus — três espanhóis e um francês — nas águas do arquipélago do Pacífico.

Em troca do acesso a essas águas, a UE contribuirá com 460.000 euros anuais, dos quais 165.000 euros serão destinados a direitos de acesso e outros 295.000 euros servirão para apoiar a política pesqueira local, enquanto os armadores deverão assumir também o pagamento das taxas correspondentes por licenças e capturas.

“O acordo é importante tanto para os navios de pesca europeus que operam na zona quanto para reforçar os laços com as Ilhas Cook. A situação geopolítica da zona é uma razão importante para que a União Europeia mantenha parcerias sólidas com os países parceiros do Pacífico”, assinalou a eurodeputada do PNV e relatora do relatório, Oihane Agirregoitia.

Além disso, a eurodeputada basca alertou para a “crescente influência chinesa” na região, defendendo que a UE reforce suas alianças na zona para manter sua presença estratégica e consolidar um modelo de governança marítima “baseado em normas”.

Durante a mesma sessão plenária, o Parlamento também aprovou, por 545 votos a favor, 89 contra e 15 abstenções, a renovação do protocolo de pesca com São Tomé e Príncipe, que estará em vigor até 2029 e permitirá a operação de 26 atuneiros cercadores — 15 espanhóis e 11 franceses — e nove palangreiros de superfície — sete espanhóis e dois portugueses.

O acordo estabelece uma cota anual de captura de 6.500 toneladas de atum e outras espécies migratórias em troca de uma contribuição anual europeia de 825.000 euros, repartidos entre 325.000 euros para direitos de acesso e 500.000 euros destinados ao apoio ao setor pesqueiro local.

Além disso, os armadores deverão pagar uma taxa de 85 euros por tonelada de peixe capturado, no âmbito de protocolos que serão aplicados provisoriamente a partir do final de 2025, após o término dos acordos anteriores, e que fazem parte dos acordos de parceria pesqueira sustentável promovidos por Bruxelas com países terceiros.

Esta notícia foi traduzida por um tradutor automático

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